Sentada em sua cama, olhando para a parede branca, Aline apenas esperava. Seus olhos e sua garganta ainda doiam pelo desabafo que tinha feito. Tinha acabado de falar tudo que tinha guardado em seu peito, tudo de ruim de mal. No inicio em meio aos soluços, já dentro de seu quarto Aline se sentiu muito bem. Parecia que o peso todo em suas costas tinha ido embora. Mas pouco a pouco um outro peso chegava em seu coração. Era o arrependimento. Como Aline pode ser tão egoista? Sua prima estava tão feliz. Em meio a tanta agunia e tristesa ela tinha conseguido refazer sua vida. E Aline só porque não conseguiu achou-se no direito de destruir tudo. Ninguém precisava falar isso para Aline ela já sabia. E sabia muito bem que estava louca de se afetuar tanto em tão pouco tempo a uma criança ou uma criatura que tinha acabado de conhecer. Todos apenas queriam protege-la e preteger a si mesmos. E Aline apenas queria ... uma família. E agora? Como iria encarar todos na nave. O pior de tudo é que não podia fugir. Iria ter que encarar eles uma hora ou outra. E esse momento tinha chegado. Alguém bate a porta. Diogo abre a porta. Seus olhos claros já pareciam dizer por si só: - Me desculpe.
- Posso entrar?
Aline limpando as lagrimas fala:
- Claro.
Diogo se aproxima e senta na cama.
- Sei o tanto que aquela menina iria ser importante para você. Porque dá mesma forma era para mim. - Ele segura na mão de Aline.- Eu tinha uma irmanzinha quando me trouxeram para cá. Era muito parecida com a Abigail. Era só eu e ela. E ela brincava falando que eu era seu pai. E dizia que precisava apenas de uma mãe agora... - As lagrimas deceram dos olhos de Diogo. Você ia dar a mãe perfeita que ela tinha descrito. Mas ela não teve tempo de te ver.
Diogo levanta seus olhos azuis. Ela sabia o que ele queria dizer. Sabia que ele poderia ser o seu futuro. Mas porque tanto medo? Por que essa paralisia? Aline tinha que falar algo? Mas falar oque?
- Me desculpe. - Diz ela chorando e abaixando a cabeça. - Eu não queria ter feito aquela cena lá fora. Todos devem estar me odiando.
Diogo levanta o rosto de Aline e olhando dentro do olho dela e fala:
- Todos entendem porque todos querem refazer suas vidas como você. Eu quero refazer minha vida. E quero refazer com você. - Ele segura o queixo de Aline. Agora não tinha como fugir. Diogo aproxima seus labios dela. Porque Aline queria sair dali? Por que não podia se entregar para Diogo? De repente mas alguém abre a porta. Aline se livra da mão de Diogo e vira-se para ver quem é. Magali entra pela porta e fica surpresa ao ver a cena.
- Desculpa gente. Eu só tenho que pegar umas coisinhas...
- Como está a Abigail? - Pergunta Aline esperansoza.
- Ou Aline. Eu estava na sala de video. - Diz Magali triste.
- E descobriu algo novo? - Pergunta Diogo envergonhado.
- Não. Não adianta nada os aparelhos de videos sem as fitas ou gravações. Não encontro.- E abrindo um sorriso fala: - Mas o segundo andar é grande. Só estou esperando o Lu sair da sala de sururgia para porder me ajudar...- Ela fica muda. Não era uma boa hora de falar sobre isso.
- O que vam fazer com ela Magali? - Pergunta aguniada Aline.
- Eu não sei Aline. Se ela for mesmo um extraterrestre. Temos que fazer algo antes que ela vire um daqueles monstros...
De repente de novo a porta se abre e Luciano totalmente branco.
- Gente. O Lu saiu da sala. Ele quer falar com vocês três.
Aline segue acompanhada de Diogo e Magali até a porta da sala de cirurgia onde Lu também branco engolia a seco a noticia que tinha que dar. Aline deixa uma lagrima cair de medo.
- O que foi Luciano? - Pergunta Aline com a mão ao peito.
- Abigail é humana. - Diz Luciano aliviando Aline e fazendo com que ela caia em lagrimas nos braços de Diogo.
- Mas....- pergunta Magali percebendo que não era esse o motivo de tanto susto de Lu e Paulo.
- Bem. Sabemos como ela sobreviveu os dois meses.
- Como? - Pergunta Magali.
- Ela comeu os restos mortais dos Etes do segundo andar.
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