terça-feira, 29 de junho de 2010

A descoberta do segundo andar.

Aline e Paulo corriam pelo grande corredor da nave. Mais uma vez. Mas Aline sabia que Paulo dessa vez não daria a mesma burrice que antes. Não iria falar com Luciano. Magali era alguém melhor para entender o que aquele controle significaria. Ele para diante do escritorio e não entra. E vira-se para Aline com seus olhos castanhos firmes.
- Não quero contar para Lu. Ele parece não querer entender...
- Ele não quer estragar o que tem aqui. - Diz Aline o corrigindo e defendendo Lu. Mas ela logo percebe que isso magoou Paulo. E resolve seu lado olhando firme no olho de Paulo e falando. - Mas o Luciano não se importa com as pessoas que perderam tudo e não tem mais nada aqui. Ele só vê a esposinha dele e o filho que está para nascer. Não está nem ai. Se ele morrer agora. Ele morria feliz. Eu não.
Paulo meio acanhado com raiva ixagerada que Aline demonstrou segura firme em sua mão. Deveria mesmo abrir aquela porta e contar para Magali a forma que tinham de sair daquela nave. Aquela nave protetora. Aquela nave, que se ficassem ali, poderiam viver bem, pelo menos o pouco tempo que tinham.
Enquanto Paulo pensa Aline abre a porta. Magali se vira assustada. Estava com seu caderninho anotando algo. E solta o lapiz com o susto.
- Meu Deus Aline. Vocês me assustaram.
Paulo e Aline entram. Paulo ainda se demonstra apreensivo. Magali percebe algo no olhar do casal.
- O que foi?
- Encontramos algo. - Diz Aline seria.
- O que? - Pergunta Magali largando o caderninho e as folhas. Sabia que se Aline a tivesse atrapalhado seus estudos era algo muito importante.
Aline pega o controle da mão de Paulo que ele escondia de trás de suas costas e mostra para Magali.
- O que é isso? - Pergunta ela segurando o controle e vendo apenas um grande botão. Uma bola achatada em cima e em baixo.
- Não fale para o Lu. - Diz Paulo euforico.
- O Paulo encontrou uma sala onde os Etes espionavam agente, quando estavamos presos. E achamos esse controle dentro da televisão. E quando apertamos. Você, a Sabrina e o Luciano passaram a conversar com a linguagem dos Etes. - Aline parecia não parar de falar.
- Espera Aline. Mas o que temos aqui não são videos. E sim coisas escritas.
Paulo se aproxima intertido.
- Mas se estiveram nos vigiando. Devem ter gravado algo. E se gravaram algo, deve ter pegado eles próprios  conversando.
Magali com seus olhos claros e firmes apenas fala seria:
- Me mostre aonde fica essa sala.
Os três vam correndo até a sala de video. Ela ao ver as varias televisões olha asssustada. Aline e Paulo veêm seu deslumbramento como se Magali fosse uma propria cena da televisão. Até que Aline pega o controle com varios botões e aperta alguns deles apenas uma vez cada. Mostrando o planeta Terra.
- Mas essa não é a nave. - Diz ela assustada vendo o deserto.
- Esse é o planeta Terra Magali. É assim que ele está.
- Quer dizer que estou batalhando a dois meses para voltar a um deserto? - diz Magali deixando lagrimas cairem de seus olhos.
- Não Magali. - Diz Aline segurando Magali pelo ombro. - Temos mais esperança lá. Podemos sobreviver ali. Os seres humanos já sobreviveram a muitas temperaturas diferentes. Temos muito mais chances na Terra do que aqui sem comida.
Magali olha mais uma vez para a Terra vazia e noturna. Ela limpa as lagrimas e se desvencilhando de Aline fala:
- Cadê as cameras com as naves.
Aline aperta mais uma vez um botão. E mostra um quarto branco. Era Diogo, que olhava Sabrina cozinhar e brincava com ela.
- Você cozinha tão bem. Daria uma boa dona de casa... - A própria Magali aperta o unico botão  do outro controle. E eles começam a falar na linguagem dos Etes. Magali solta um grito de emoção. Era verdade. Tinha alguma forma de traduzir aquela linguagem tão complicada. Não era nem tanto por sair daquela nave. Mas sim por ter um trabalho de tanto tempo tão facilitado. Uma luz no fim do tuneo. Um tuneo profundo e negro.
Logo ela pula arranca mais uma televisão da parede e vê um fiu entrando pela parede. Ela puxa o fiu arrancando o papel de parede branco vendo que o fiu da televisão ia dar no teto.
- Tem um segundo andar! - Grita ela.
Aquilo era de apavorar. Por mais que Paulo com seu grupo andassem, nunca conseguiram encontrar o fim do primeiro andar daquela nave imensa. Agora tinha um segundo andar. Magali se vira para Paulo.
- Me desculpe Paulo. Mas temos de chamar o Lu. Temos que ir até o segundo andar.
Paulo não tinha como negar. Saber que um segundo andar cheio de coisas novas era algo mais forte do que uma rixa contra Lu. Dando partida em mais uma corrida Paulo corre pelo corredor novamente seguido por Magali e Aline.
Eles entram novamente no quarto de Cidinha. Ela se levanta da cama de repente.
- O que ouve agora? - Pergunta ela vendo a brancura do rosto dos três.
- Cadê o Luciano Cidinha? - Pergunta Aline reculperando o ar.
- Não sei. Porque? - Pergunta ela apavorada. Adelaide sai do banheiro as pressas ouvindo a conversa.
- O que está havendo?
- Tem um segundo andar. - Fala Paulo limpando o suor do rosto.
Os cinco correm até o refeitorio aonde Diogo, Sabrina e Luciano estavam. Ao ver os cinco Luciano já desconfia.
- Lu. Você precisa vir com agente. - Fala Magali branca.
Os três se juntam ao grupo e os oito correm em direção a sala de videos.
- Eu falei pra vocês não entrarem mais ai. - Diz Luciano nervoso.
- Dá pra você calar a boca e nos ouvir! - Diz Magali se mostrando mais nervosa ainda mostrando a televisão arrebentando. Todos olham para o fio arrebentado subindo para cima.
- Pode estar saindo para fora da nave. - Diz Adelaide apavorada abraçando a filha e sua barriga enorme.
- Não. Não pode. - Diz Paulo irritado.
- Eu falei pra vocês não entrarem mais nessa sala! - Grita nervoso Luciano.
- Não enteressa! - Grita mais alto Aline fazendo todos se calarem. - Tem mais um andar nessa nave! Tanto lá pode estar nossa salvação como nossa maldição. Pode estar lá os Etes que nos observam...
- Para Aline! - Grita Cidinha apavorada.
- Você pode até querer ficar aqui Cidinha. Com sua vidinha de faz de conta. Eu não quero! Eu não vou! Eu prefiro arriscar! Sobreviver! Uma hora a comida vai acabar e seu lindo conto de fadas vai se transformar num terrivel filme de terror. Você quer ver isso? - Diz Aline furiosa e corajosa. - Vocês querem ver isso? Eu vou subir lá em cima. Quem vai comigo?
Aline depois de seu discurso um pouco maldoso olha para todos pegando folego.
- Como vamos subir lá em cima? - Pergunta Sabrina mostrando mais corajosa do que varios daquela sala.
Paulo aparece em meio a todos com uma machadinha. Iria abrir caminho.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

A descoberta da fala

Aline abre os olhos. As paredes brancas do seu quarto se transformando em um cinza graças a escuridão confirma pra ela que aqueles dois meses não tinha sido mentira. Ela estava dentro de uma nave sim. Ela sem se levantar da cama, pega algo de baixo da cama. Era um dos canetões. Ela marca em sua parede mais um risco, marcando mais um dia que se passava. Ela e todos os passageiros da nave marcavam o dia pelo cansaço, pelo sono. Mas não dava para ter certeza. Era sempre a escuridão que se via pela janela no quarto. Uma janela que não podia se abrir e feita apenas para enganar a cabeça dos estupidos seres humanos. Isso era o que os Etes achavam até eles os humanos se revoltarem, exterminar os Etes e tomar conta da nave.

Magali também se levanta da cama na frente de Aline. Se levanta já agarrando o pé de Aline. Sua mãe gelada e mas cheia de força. Força e coragem.
- Vamos Aline. Está na hora.
Aline se veste com o macacão branco de sempre. Magali do seu lado também. Batidas na porta. Magali ainda com cara de sono abre. Era Paulo com um sorriso bobo do rosto.
- Oi Magali. A Aline está ai?
- Você sabe que ela só pode estar aqui numa hora dessas Paulo. Para que você tem que perguntar toda manha?
- Educação. Você conhece?
Magali como sempre encara com brincadeira. E como se fosse uma mãe deixando a filha ir brincar no quintal deixa Aline passar pela porta com um sorriso bobo no rosto.
Aline ao ver Paulo dá um sorriso. Seus olhos brilham e ele respira fundo.
- Vamos explorar hoje?
Aline sorrindo fala:
- Você sabe que meu trabalho não é esse.
- Você sabe também que você a qualquer momento mudar. - Diz ele rindo não se rendendo.
- E quem disse que eu quero? - Diz ela atrevida, mas com um sorriso bobo nos lábios.
- Mas aposto que quando eu te mostrar uma coisa você vai querer. - Diz Paulo pegando a mão de Aline e saindo doidos pelo corredor. Até parar diante de uma porta com um X enorme na porta. Ele com ar misterioso fala:
- Não são todos que sabem que a Terra foi destruída Aline.
- É. Mas isso eu sei. - Fala Aline sem graça.
- Pois bem. Mas aposto que você não sabia que os Etes estavam nos observando. - Diz Paulo abrindo a porta e mostrando a sala cheia de televisão. Ele puxa Aline pela mão e lhe mostra o controle. - Vamos aperte cada botão.
Aline surpresa pega o controle e aperta.
Da tela aparece um deserto. Ela surpresa aperta outro. E outro. Até que de repente. Ao apertar um outro botão. A tela do deserto se torna numa tela branca. Paulo surpreso pega o controle.
- O que você apertou?
- Eu estraguei?
- Não sei. Aparecia só imagens de deserto. Nunca apareceu isso.
Ele se aproxima da tela. E de repente Magali atravessa a tela. Com o susto ele pula para trás. Ele apavorado olha para Aline:
- O que você apertou?
- Apertei duas vezes o mesmo botão.
Paulo mira na outra televisão e aperta. Era o quarto de Cidinha, sua mãe e Luciano. Ne uma das camas Luciano acariciava a barriga de Cidinha com carinho e amor. Aline olha para Paulo assustada:
- O que isso quer dizer?
Paulo não fala nada apenas corre pelo corredor novamente sem se importar com Aline correndo atrás dele.
- Paulo me diz. O que tá acontecendo?
Ele caminha até o quarto que estava vendo a pouco tempo. E abre a porta assustando Cidinha e Luciano. Ele serio apenas fala:
- Lu. Você precisa ver isso!
Logo Luciano já estava no quarto de videos e olhando para todas as televisões sintonizadas nos quartos de cada pessoa. Até nos banheiros e corredores. Roendo as unhas Luciano serio pergunta:
- Porque está tão preocupado?
- Lu. Eles estavam observando agente quando estávamos na terra. Porque não estariam observando agente aqui nessa nave?
- Como assim Paulo? - Pergunta Adelaide abraçada a filha preocupada.
- E se isso foi só um teste. Alguém além de mim, não acha que para um povo que rendeu um planeta inteiro, nos não rendemos eles fácil de mais.
Aline fica apavorada. Fazia muito sentido.
- Olha Paulo. Isso já é paranóia sua.
- Não Luciano. - Diz Aline apavorada. - Tudo que eles fizeram com agente foi teste desde que chegamos aqui. Eles são muito mais evoluídos que agente. Isso dá pra ver pelos seus estudos. O Paulo tem razão. Foi muito fácil.
Luciano também parecia muito preocupado. Ele apenas fala com seus lábios tremendo.
- Essa porta tem um "X". Era para ser respeitado. - Ele sai praticamente empurrando a esposa e a sogra. - Não entre mais ai.
Paulo olha para Aline apavorado e fala:
- Eu sei que posso descobrir mais coisa Aline. Você me ajuda.
Mesmo quase tremendo de medo Aline balança a cabeça.

Mais tarde, Luciano chega ao refeitório onde uma gritaria acontecia. Era Sabrina, a mulher idosa que cuidou de Cidinha quando ela estava desmaiada a dois meses atrás e Magali. Magali segura um amontoado de papel.
- Você não entende Magali. Essa é nossa única fonte de fogo.
- Esses papeis pode ter a formula de como poderemos sair daqui.
- Não poderemos sair daqui, mortos de fome!
- Ei. O que está acontecendo aqui! - Diz Luciano entrando no meio das duas. Magali nervosa fala:
-É essa velha que quer queimar os documentos dos extra terrestres só para ter fogo.
- Eu é que não posso fazer comida sem fogo.
- Sabrina. Por favor. Os quartos vazios estão cheios de lençóis velhos. - As duas percebem que algo não estava bem com capitão daquele grupo.
- O que ouve Lu? - Pergunta Magali.
- Nada. Nada. Para quando será servido a comida?
- Temos um problema Lu. A comida estão apodrecendo.
- Droga. Só faltava essa.
Isso foi muito ruim para todos. Tiveram que jogar fora a maior parte da comida que tinham. Isso quer dizer que metade do tempo que tinham iria ser desperdiçados.
Magali ouve aquilo apavorada e corre para a sua sala. Tinha que descobrir uma forma de decodificar a linguagem daqueles Etes. Em dois meses não tinha descoberto nada. A não ser os desenhos de planetas distantes. Galaxias e estrelas. Até desenhos perfeitos de seres humanos.

Enquanto isso na sala dos vídeos Aline e Paulo tentava abrir uma das televisões. Isso era bem complicado sem uma ferramenta. Mas sem paciência Aline a pega e simplesmente a taca no chão. Ela abre exatamente ao meio depois de um estouro. Paulo olha com caltela. Não parecia ter nada de mais. A não ser um outro tipo de aparelho. Parecia um controle remoto. Mas só tinha um botão. O coração deles batem forte. Os dois pensavam que simplesmente poderiam apertar na direção das varias televisões. O que aconteceria? Isso era o que dava medo. Os dois se sentam na única poltrona. E apontam para a televisão onde viam a cena na cozinha. E apertam o botão. De repente, Sabrina, Magali e Luciano simplesmente começarão a falar outra língua. A língua dos Etes. A língua que eles tinham ouvido com tanto medo. Paulo aperta mais uma vez o botão e eles voltam a falar normalmente. Em português fluente. Era com aquilo que aprenderam como falávamos.

sábado, 26 de junho de 2010

Os dias passam

Viver numa nave extraterrestre sem ter noção de quanto tempo iria ficar ali e com uma quantidade de comida que algum dia iria se acabar. Essa era a situação de Aline, de sua prima, de sua tia, do noivo de sua prima e varias outras pessoas. Luciano, noivo da prima de Aline comandava aquelas pessoas. A primeira coisa que ele fez foi administrar a comida para aquelas pessoas. Foi entregue para as pessoas comerem primeiro as comidas pereciveis. Tinham pães, leites entre outros alimentos. Os dias iam passando e a cada vez que o estomago roncava era um sinal de que cada vez mais o tempo estava acabando. 

Um outro grupo comandado por Magali, uma viuva que perdeu o marido quando ainda estavam na terra, começou a investigar os livros e mapas que tinham nos escritorios e salas de comando. Aline estava nesse grupo. Eles pensavam de uma forma, que foi falado por Magali depois que eles voltaram do primeiro grande almoço ao escritorio.
- Eles descobriram como falar as nossas linguas aqui nessa nave. Nos também podemos aprender como falar a linguagem deles. E estudar uma  forma de voltar para a terra. 

O terceiro grupo, comandado por Paulo, um outro rapaz que tinha uma grande amizade por Aline, era para investigar cada espaço da nave. Eles conseguiram mapear toda a nave. Mesmo ela sendo enorme. Mas na terceira caminhada do grupo de sete pessoas. Paulo com cuidado examinava ao norte da nave. Caminhavam e marcavam com um canetão vermelho nas paredes brancas o territorio já examinado. Mas naquela noite ao abrir mais uma porta. Eles acharam uma sala diferente das outras. No escuro apenas parecia uma sala de uma casa.
- O que tem ai? - Diz Diogo. Um dos seis homens que estavam do lado de fora estranhando que Paulo não tinha fechado a porta rapidamente como fazia quando encontrava apenas mais um quarto comum. 
Paulo engatilha a arma e liga a luz. Para a sua surpresa parecia uma sala comum de uma casa de família de clase média. Só que tinha uma diferença. Na parede, do lado de uma janela tipica, varias televisões. Deveria ter umas cem, vindo da ponta da parede até a ponta do chão. Paulo entra estranhando e apontando a arma para cada cando do comodo, verificando que não tinha Ete sobrevivente nenhum. Enquanto ele fazia isso Cristiane a unica mulher do grupo vai para frente da sala e pega um controle remoto na poltrona. O controle parecia como qualquer um. Mas os nomes nos botões do controle remoto era da lingua já conhecida mas não entendida  Ela aperta o do meio. E a televisão do meio acende. Aparecendo a imagem de um deserto. Era o planeta Terra? 
- O que é isso? - Pergunta Diogo se aproximando. 
- É o deserto. Não está vendo? - Diz Roberval, um outro senhor mais velho. 
- Não é não. - Diz Paulo olhando com tristeza a tempestade de areia passando e eles vendo a terrivel imagem de varios predios presos dentro da areia. 
Cristiane aperta rapidamente todos os botões do controle remoto. Aparecendo em cada televisão uma imagem diferente. Cada televisão com uma imagem mais terrivel. Umas de desertos, outras de oceanos cobrindo predios, outros ruas devastadas. O planeta Terra tinha acabado. Para que iriam voltar para aquele lugar. Paulo olha para seus amigos. Já tinha se passado uma semana desde que tinham conseguido tomar a nave e destruir os Etes. E a unica esperança que eles tinham era de voltar para casa. Voltar para aquela casa destruida.
- Podemos deixar a esperança  dos outros de voltar para casa ainda viva. - Diz Paulo com lagrimas nos olhos. - Ou preferem acabar com a esperança deles, como a nossa se acabou agora? 
Todos saem da sala. E ela é traçada com um "X" enorme. Isso significava que a sala não era segura. Ao voltarem para a meio do povo com olhares mais tristes, Luciano percebeu.
- O que foi que ouve? - Diz Luciano preocupado. 
- Nada. - Responde Paulo sentando no chão do refeitorio. 
Luciano resolveu não perguntar mais. 

Cada quarto agora passou a ter os moradores por família. Cidinha,  Adelaide, Luciano moravam ne um quarto. Aline e Magali moravam em outro vizinho. Elas passaram a ser grandes amigas. 

Aline sofria muito. Via a felicidade de sua prima com sua mãe, seu noivo e seu filho crescendo em sua barriga e ela sozinha. Era impossivel não sentir inveja. Cidinha passou a ficar cada vez mais distante de sua prima e tinha dias que elas nem se comunicavam. Isso deixava Aline mais arrasada. 

Todos apesar do medo de nunca voltarem para casa, conseguiam ser felizes. Tinham uma vida comum. De manha iam para o trabalho. Almoçavam todos em conjunto. E voltavam para os devidos trabalhos. E de noite voltavam para seus quartos e suas famílias. 
Aline as vezes preferia que tudo terminasse mais rapido. Ela parecia a unica que não conseguia refazer sua vida naquela nave. Todos já tinham começado namoros. Aline não conseguia refazer sua vida. Parecia que algo aguardava ela. Algo que não fosse a morte por nanissão. 

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Os problemas continuam

Aline abre os olhos. Tinha dormido. Tinha se esquecido por um minuto que não podia voltar para casa. Que estava a milhares de quilómetros de sua casa, da Terra. Aline tinha se esquecido que tinha sido sequestrada por Etes e que estava numa nave. Tinha conseguido derrotar os Etes e tomar a nave com ajuda dos vários outros prisioneiros. Entre os prisioneiros estavam sua prima, sua tia e o noivo de sua prima. Agora ela estava na sala de comando do chefe dos Etes juntos dos outros seres humanos sobreviventes. Luciano, noivo de sua prima, tinha saído para vasculhar a nave com um grupo de homens. Para a segurança, pois não sabiam se tinha mais Etes pela nave, foi pedido a todos para ficarem na sala de comando, esperando pela liberação da área. A sala de comando era mais parecido com um escritório de enfermagem. O piso gelado parecia ser impossivel dormir nele. Mas o cansaço de todos era maior. E a maioria das pessoas estavam dormindo. Apenas Magali estava acordada, tentando abrir uma gaveta.

Aline se levanta e vai até ela. Sorrindo com seus olhos verdes, Magali fala baixinho:
- Me desculpe por acorda-la Aline.
- O que está fazendo? - Pergunta Aline tentando recuperar a sensibilidade do braço esquerdo, aonde tinha usado de travesseiro no chão.
- Estamos na sala de comando de Etes Aline. Você não está interessada em saber algo sobre eles? O que eles queriam? O que eles sabiam sobre nos? - E dando um puxão forte Magali consegue abrir a gaveta. E de lá ela tira vários papeis finos com desenhos e uma escrita indecifravel.
- O que é isso? - Pergunta Aline estranhando os desenhos.
- Parece cordas de violão. - Diz Magali rindo.
- Será que os Etes tocavam violão. - Aline ria, mas ao olhar para o chão ela dormindo abraçada com Luciano e com a mãe do lado, seu sorriso se fecha. Magali fecha também o seu sorriso e colocando a mão no ombro da amiga fala:
- Eu sei o que você está sentindo.
Aline se vira constrangida.
-E tão ruim saber que não poderei voltar para meu pai e minha mãe na terra.
Magali abraça a amiga que chora.
- Temos é que formar nossa família aqui agora Aline. E sei que conseguiremos voltar para a Terra.
De repente a porta se abre. Era Paulo com um sorriso no rosto.
- Achamos os alimentos! Tragam todos!
Toda a multidão se levanta e vai seguindo Paulo pelo corredor. Aline vai na frente e Paulo correndo com seu sorriso lerdo no rosto segura sua mão falando com alegria:
- Vem Aline! Parece que não está com fome!
Não estava com fome?Aline não comia a horas ou a dias. Não sabia quantas horas tinha se passado desde a ultima refeição. Só sabia que seu estômago parecia começar a entrar para dentro. Mas do lado daquele rapaz segurando sua mão. Ela só percebia que não estava sozinha.

Paulo para de frente a porta do refeitório. Luciano estava em cima da mesa comandando como um soldado, os homens que levavam os mantimentos para cima da mesa.
- Coloque os pães ali. Não Cristovão. Esses alimentos podem deixar na cozinha.
Todas as outras pessoas correm para a mesa, para atacar a comida. Mas Luciano com sua voz atoritaria fala:
- Esperem!
Todos assustados param e olham para ele em cima da mesa.
- Essa é a comida que temos para viver nessa nave!
Aline olha apavorada. As varias comidas cobriam a mesa de dez metros por completa. Mas podia ter o triplo daquilo que não adiantaria. Nada bastaria. Eles não tinha noção de quanto tempo iriam ficar naquela nave. Não tinha noção se iriam sair daquela nave. Tinham que regrar aquela comida o máximo de tempo possível para poderem aprender como controlava aquela nave. E se eles não conseguirem aprender aquela quantidade de comida era o tempo que tinham de  vida.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Salvando Cidinha.

Com a rapidez com que Aline e Magali corriam, fazia o corredor longo e branco com varias portas parecerem sempre a mesma paisagem. Por mais que as duas corressem parecia que sempre estavam no mesmo lugar. Parecendo aqueles sonhos, aqueles pesadelos horríveis que Aline tinha na sua vida antiga. Na vida antes do casamento de sua prima, que a fez sair em busca do noivo na Bahia. Antes dos Etes invadirem a terra e sequestrarem todos os seres humanos. Antes de Aline, o noivo de sua prima conseguirem escapar de sua prisão e tentar tomar conta da nave. Mas agora correndo dos dois enormes Etes pelo corredor, nem parecia ser aquela garota mimada de uma semana atrás.

De repente algo muda. O corredor parece estar começando a virar para a direita. De repente uma porta fecha o corredor. Aline e Magali abre-na rapidamente e vêem que dá para a sala de alimentação. Sem nem pensar em fechar as portas as duas apenas correm para a única porta aberta. Mas de repente dois outros monstro arrebentam a porta fazendo as duas caírem no chão de medo. Aline pensa rápido e antes dos quatro monstros a cercarem, ela puxa Magali para debaixo da longa mesa as protegendo da terrível garras dos Etes. Mas logo vêem que a mesa presa no chão não era tão segura. Com suas bocas enormes os Etes começam a estrassalhar a mesa. Aline e Magali engatinhando aos tropeços correm debaixo da longa mesa como se aquele fosse um túnel. Mas para o desespero delas outros dois Etes a esperavam no final da mesa com suas bocarra enormes. Era ali que as duas iriam morrer! Não tinha mais jeito. Magali grita em desespero:
- Aline!!!
De repente um estouro. Era a cabeça de um dos Etes que a esperavam. Os outros três sobreviventes param o ataque contra Aline e Magali. As duas mulheres curiosas saem para ver com alivio. Luciano e vários outros homens atirando contra os Etes os destruindo.
Não tinha mais cinco homens. Tinham umas quinze pessoas. Aline ao ver que os Etes tinham parado de se mover no chão em meio as poças de sangue corre em direção a Luciano e o abraça aliviada.
- Eu fiquei com tanto medo.
Luciano sorrindo olha para Aline.
- O que vocês estão fazendo fora da sala? Cadê a Cidinha?
Aline se lembra da linha que separava ela de seu amado. E se afasta envergonhada e já ia abrir a boca para falar quando uma das mulheres sae do meio das outras quatorze e fala desesperada:
- Vocês falaram Cidinha?... - A mulher para de falar. E com os olhos molhados de lágrimas reconhece Aline. Aline também a reconhece. Era Adelaide. Sua tia. Mãe de Cidinha.
Aline corre em lágrimas para os braços da Tia.
- Tia! Onde está meus pais?
Adelaide aumenta o choro. Aline olha assustada para a tia. Sabia a resposta mas precisava ouvir de alguém.
- Querida. Eles salvaram a minha vida... - Em meio a soluços Adelaide fala: - Mas os Etes foram mais rápidos que eles.
Magali se aproxima de Aline com cuidado.
- Aline. Sei que é um momento difícil. Mas sua prima precisa de você.
- Sua prima? - Pergunta Adelaide assustada. - O que tem com a Cidinha?
Aline não tinha tempo de falar. Ela começa a correr novamente na direção do escritório. Todos correm junto dela. Luciano assustado correndo pergunta:
- Aline? O que está havendo?
Aline não tinha tempo. A corrida agora estava por outro motivo. Pela vida de sua prima. Magali atrás tentava em meio a barulheira das quinze pessoas correndo explicar para Adelaide o que estava acontecendo com sua filha.
Finalmente o escritório chega. Aline abre a porta. E por um segundo não encontra a prima e a senhora de idade. Mas ao olhar para o canto escuro do escritório a vê. A mulher segurando o corpo de Cidinha estava desesperada.
- Ela não está respirando!
Aline sem pensar duas vezes arregaça a manga do macacão de Cidinha e aplica a seringa do braço da prima. Depois de ingetar todo liquido nela, ela olha esperansoza para a face de Cidinha esperando alguma reação. Mas nada. Luciano e Adelaide se aproximam em desespero quase empurrando Aline.Luciano coloca os ouvidos no peito de Cidinnha e tira os ouvidos do peito com terror.
- Ela está morta.
Magali com coragem empurra a todos e vai para perto do corpo sem vida e começa a fazer massagem cardíaca nela, e respiração boca a boca. Isso varias vezes em sequência.
O desespero começa a tomar conta de Aline. Ela não podia morrer. Não naquela situação. Não deixando em Aline aquele sentimento terrível. Aquele egoísmo, aquela....coisa dentro do coração dela, aquele amargo.
- Acorda Cidinha! Por favor! - Grita a prima caindo de joelhos num choro terrivel.
Magali não parava. Não cansava. Três massagens cardíacas e uma respiração boca a boca. Uma mão aperta o ombro de Aline. Ela olha para cima. Era Paulo. Um aquecimento no coração dela. Um conforto.
De repente tosses. Magali na frente não dava para ter certeza se era Cidinha. Aline se levanta e vê com um alivio doido sua prima tossindo. Tossindo muito. Mas viva. Cidinha estava viva e sã. Todos riem e chorando se abraçam. Luciano com seu sorriso alegre, aberto, olha para Aline. Ele não precisava dizer nada aquele olhar queria dizer tudo. Obrigado.

Cidinha se recuperando das toces olha para todos assustada.
- Deu certo?
- Deu. - Diz Luciano a beijando. Logo Cidinha vê sua mãe do lado de seu noivo. Ela pula nos braços da mãe. Sorrindo ela aponta para Luciano.
- Mãe. Esse é Luciano. Meu noivo.
Luciano não se importou com o "noivo" amava aquela mulher agora.
- Eu percebi. - Diz Adelaide rindo.
Magali cutuca Cidinha e fala:
- Cidinha. Foi sua prima que conseguiu salvar sua vida.
Cidinha se levanta e para diante de sua prima com a expressão mais alegre do mundo.
- Minha priminha. Muito obrigada.
Seria o fim de nossa historia aqui? Não.
Luciano se levanta do chão. E virando-se para todos no escritório. Um total de vinte pessoas e fala:
- Somos só nos nessa nave agora minha gente. Não sabemos como funciona. Não sabemos se ainda tem Etes nessa nave. Nem onde eles guardavam a comida. Acho que será muito difícil voltar para o planeta Terra. Isso se voltarmos. Então tentaremos ter uma convivência civilizada por aqui. Primeiramente teremos que nos preocupar em saber se estamos seguros. Depois se temos que nos preocupar com a comida. Mas vamos mostrar para esses Etes que podemos sobreviver sem sermos escravos.

E começa uma nova etapa dessa historia. A historia de Aline. Será que os passageiros dessa nave conseguiram voltar para a planeta Terra? Será que Aline conseguira refazer sua família nessa nave? Vejam nos próximos episódios.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

A busca pelo antidoto

Um planeta em meio ao espaço negro. Apenas pequenas estrelas querendo se comparar a grandiosidade daquela imensidão. Imensidão tão pequena. Uma imensidão que de longe não parece ter tantos problemas. Tantas mortes, tantos sequestros, tantas pessoas sofrendo.
Naquela sala fria, sentada naquele piso gelado, sentindo o pouco de calor que sua prima conseguia exalir. Ela estava fria. Seus olhos arrocheados. Ela suava. Aline estava preocupada.
Tinha mais três outras mulheres naquela sala. Todas afastadas do corpo coberto pela cortina das janelas. A mulher mais perto do corpo era Magali. Ela já tinha estado perto de um corpo. Ela já era forte para ver isso. Magali sentada no chão segurando os joelhos, balançando inquietante esperando. A segunda mulher era uma mulher loira, muito magra, alta, de nariz fino. Que não parava de chorar e tremer. Nem conseguia olhar o corpo. E não conseguia parar de falar com a terceira mulher.
- Eu sabia que eles existiam. Eu falava para todos. Muitos me chamavam de louca. Mas eu estava certa. Eu estava certa!
            A terceira mulher parecia não ouvir nada que a magra dizia. Ela era uma senhora de uns cinquenta anos, suas rugas estavam claras pelo cansaço. Ela parecia mais é traumatizada. Não parava de suar.
            Aline observava as mulheres na esperança de esperar fosse a resposta para a prima acordar. Mas ela não acordava.
            - Ela não quer acordar. – Diz Aline soltando a dor que estava no peito. – Minha prima não quer acordar!
            A  primeira a se aproximar foi Magali, medindo seu pusso como uma enfermeira revelando sua antiga profissão.
            - Ela não está nada bem. E sua situação piora estando gravida.
            - Eles aplicaram o anestesico nela. Já deveria ter acordado. – Diz Aline deixando as lagrimas cairem.
            A senhora gorda se levanta falando.
            - Mas para agente acordar eles aplicam um outro tipo de liquido na gente menina.
            Aline pensou, nunca tinha visto Luciano acordando. Da unica vez que chegou no quarto ele já estava acordado. Seria possivel que tivesse um antidoto para eles acordarem?
            - Temos que achar esse antidoto! – Diz Aline com uma mistura de coragem e medo.
            - Mas aonde deve ter esse antidoto? – Pergunta a mulher gorda assustada.
            Aline se lembra muito bem que quando prendeu os Etes no quarto onde Cidinha estava, mandou apenas a loira e seus dois capangas esvasiarem os bolsos e não os outros dois Etes que aplicaram o remedio em Cidinha.
            - Temos que voltar ao quarto da Cidinha! Lá tem o antidoto! – Fala decidida Aline.
            - Mas como vamos sair daqui Aline. Não temos nem armas.
            Aline limpando com força as lagrimas de seu rosto que teimavam em cair fala:
            - Eu não vou deixar minha prima morrer! – E levantando-se corajosa abre a porta. – Se quiser virem comigo. Vam ajudar muito. Mas preciso que uma de vocês fiquem aqui junto da Cidinha.
            Magali se aproxima de Aline colocando a mão em seu ombro confiante.
            - Eu vou com você Aline. Não vou te deixar sozinha nessa.
            A loira e magra também se levanta com uma cara bem metida.
            - Eu não vou ficar aqui junto desse corpo. Eu faço tudo pra sair daqui.
            Aline se vira para a mulher gorda e fala confiante:
            - Cuide de minha prima. Por favor.
            - Não se preocupe moça. Apartir de agora ela é como uma filha pra mim.

            Aline com coragem fecha a porta. E olha para a frente para aquele corredor branco. Estava sem armas. Mas iria fazer de tudo para tentar fazer sua prima sair daquele chão frio, se levantar e conseguir lutar pela propria vida.
           Com suas pantufas ela caminha pelo chão gelado. Tinha que encontrar entre as milhares de portas. A porta que tinha trancado os Etes. E de vagar andava pela corredore esperando que sua intuição mostrasse o caminho certo.
            - Não dá pra gente correr! Não é seguro ficar aqui o dia todo. – Diz a loira ignorante.
            Mas Magali que acompanhava Aline com raiva fala:
            - Ninguém te chamou aqui não! Você poderia ter ficado com a ou…
            De repente uma das portas se arrebenta saindo um monstro enorme e atravessando o corredor carregando a mulher loira e a levando para o outro corredor arrebentando a porta como se fosse palitos de dente.
            Aline nem olha para trás. Apenas corre ao ouvir o grito da mulher. Não vê atrás de si, o monstro, como um cachorro enorme sem peles, com suas garras enormes presas contra a parede, suas presas enormes com o sangue da mulher gotenjando subiam até o olho enorme como de uma abelha.
            As duas correm pelo corredor com coragem, com esse terrivel monstro atrás delas. Até que Aline vê finalmente uma porta aberta e tem certeza que era aquela na qual deveria entrar. Aline entra e dá tempo apenas de Magali entrar quando ela fecha a porta com o tremor do terrivel monstro batendo contra a porta. O mostro recocheteia na outra parede do corredor dando tempo de Aline trancar a porta. Mas o Ete se joga contra a porta novamente elevando gritos de desespero das duas mulheres. E mais uma vez. E mais uma. Ele queria entrar de qualquer jeito.
            Magali em desespero deixando lagrimas cair fala:
            - Aline! Rápido! O que vamos  fazer!
            Aline fazendo força contra  a porta fala nervosa:
            - Era aqui que deveria estar os Etes com os antidos!
            - Os Etes estão lá fora! – Fala o obvio Magali. Mas Aline olha para dentro do quarto novamente e vê no chão com horror, peles de dois seres humanos. Eles pareciam roupas velhas jogadas ao chão. E Aline percebe com horror que os Etes faziam era vestir os  ser humano. Mas ela não tinha tempo de ver esse horror. Ela sabia que dentro daquelas peles, dentro das roupas deles tinham o antido para salvar sua prima.
            Aline larga Magali segurando a porta sozinha e se abaixa para agarrar aquela pele e de dentro dela ela pega o antidoto. Mas tinha mais alguma coisa lá dentro. Aline deixa cair do bolso daquelas peles duas armas.
            - Aline! – Grita Magali não aguentando mais segurar a porta sozinha. A porta se abre jogando Magali na parede. Aline só da tempo de se virar e atirar dentro da boca do terrivel monstro que pretendia-a devora-la. A explosão faz destroços do monstro cair no quarto todo. Magali se levanta do chão passando as mãos nas costas onde pensava que tinha se cortado. Mas o que ela sentia ser sua carne. Era a pele dos outros três Etes.
            E com terror Magali fala:
            - Aline. Tem mais quatro Etes.
            - Eu sei. Por isso vamos leva-las.
            Aline se levanta já indo para o corredor e começando a atirar, nos outros dois monstros que se aproximavam.  Eles se desviam pulando da parede para o teto, do teto ao chão, e do chão a parede. Aline vendo que isso não ia adiantar vira-se para Magali e fala aos berros.
            - Vamos Magali!
            As duas saem correndo novamente pelo corredor agora perseguidas por dois enormes Etes.
           



segunda-feira, 21 de junho de 2010

O chefe dos Etes.

O jalecos brancos parecia de alguma forma protege-la. Mesmo estando numa nave de Ete tentando escapar com sua prima gravida e desmaiada no seu colo e o pai do filho de sua prima do outro lado. A chave também parecia deixa-la mais poderosa. Ela tinha o poder de abrir qualquer porta daquele longo corredor branco. Mesmo que exista milhares de portas. Aline, Luciano carregando ambos Cidinha no braço, confusos olham um para o outro.
- Pra onde é a saida? - Pergunta Luciano confuso.
- Você pergunta pra mim? - Fala nervosa Aline.
- Você passou por ela mais cedo. Eu já tenho mais de duas semanas que passei nela!
Aline em despero deixa Cidinha só com Luciano e vai abrindo cada uma das portas. Na primeira porta encontra ninguém menos que Magali.
- Aline! Vocês estão fugindo?
- Sim! Rapido! Venha!
Na outra porta acha dois rapazes altos. Que também a seguem. Até que formam um grupo de dez pessoas incluindo Paulo, o rapaz que ficou preso com elas antes de entrarem na nave. Até que finalmente ao abrir a porta do fundo do corredor, eles não encontram um quarto. E sim uma sala de escritorio. Alguém estava de costas sentado na cadeira atrás da mesa. A sala não tinha janelas e estava escura. Mas todos sabiam que ali tinha uma pessoa sentada atrás daquela cadeira. Quando a cadeira se vira e para o terror de Aline aparece a figura de ninguém menos que seu pai. Mas era só a aparencia, pois o sorriso maligno em seu rosto dava para ver que era um deles. Aline horrorisada se segura em Luciano para não cair.
- Você demorou mais do que eu esperava Aline.
Aline nervosa se aproxima se desvencilhando dos braços de Luciano.
- Você está como meu pai. - Diz ela parando de frente a mesa.
- Que conhecidencia? Não? - Numa risada horrivel o homem com a aparencia de seu pai fala. - Vocês humanos sempre foram tão idiotas. Pensavam que esse universo todo era só para vocês. Pensaram que era a raça superiora.
Luciano com raiva vai para junto de Aline falando:
- Nos conseguimos tomar a nave não é? E vamos sair daqui e reconstruir nossas vidas fora dessa nave.
Mais uma risada mortal.
- Vocês acham mesmo que eu não observava vocês? Que não via vocês tramando? Nos observavamos vocês muito antes de vocês entrarem nessas naves! Ou saberem que nos existimos! Escolhemos cada um de vocês para um proposito no nosso planeta.
- Pena que não vão conseguir nos tirar da Terra!- Diz Magali segurando Cidinha.
- Quem disse que já não tirei! - O homem vai até a sua mesa e aperta um botão abrindo uma janela que ia de uma ponta a outra da parede. Mostrando o céu escuro cheio de estrelas, e para o desespero de todos como um ponto minusculo a terra.
Estavam muito, muito longe de casa agora.
E sorrindo malignamente ele fala:
- Agora que sabem que não podem voltar para suas casas voltem para os seus quartos.
Aline estava furiosa. E bufando de raiva saca a arma no bolso de Luciano e mira no homem com a aparência de seu proprio pai.
O Ete ao ver a arma se assusta indo para trás.
- Você não vai querer fazer isso mocinha!
- Aline não! - Diz Luciano indo para segurar o braço dela. Mas ela olha com frieza para Luciano mostrando que ele também corria perigo com ela com aquela arma as mãos.
- Eu sou o unico que sei cordenar essa nave Aline! Sem mim vocês vam ficar vagueando pelo universo eternamente. Até a escasses dos mantimentos os matarem.
- Não me importa! - Diz Aline inredutivel. - Sei que morrerei também estando em suas mãos.
- Você não vai atirar! - Diz ele rindo. - Eu estou a figura de seu pai. Seres humanos são fracos! Não tem coragem...
Uma bala atravessa o cranio do homem. Aline assustada e tremendo percebe que não tinha atirado. E vê traumatizada o corpo de seu pai caido ao chão em volta de um lençol de sangue que pouco a pouco ia nascendo em sua volta. Aline olha para o seu lado. Luciano tinha pegado a outra arma e atirado no Ete.  Luciano com coragem vira para as dez pessoas.
- Tem mais Etes nessa nave! Vamos exterminalos como vizeram com nossos famíliares. Quem tiver coragem venha. Temos duas armas. Podemos contra eles.
Luciano vira para Aline:
- Cuide de Cidinha. Nos vamos voltar. - Diz ele pegando a arma de Aline e entregando a Paulo. Ele e mais três homens vam para fora. Enquanto Aline segurava Cidinha, junto Magali e mais duas mulheres.

A guerra naquela nave tinha começado. O primeiro morto tinha sido o chefe dos Etes. Mas será que ele era o mais perigoso? Vejam nos proximos capitulos.

domingo, 20 de junho de 2010

E começa a fuga

A qualquer momento seria a hora. Essa espera iria acabar. Aline nem tinha dormido de noite sabendo que seu destino iria ser traçado naquelas horas da manha. Sentada na cama daquele quarto branco, o medo perseguia o seu intimo. Não era facil estar presa numa nave de alienigenas, prestes a tentar escapar. Mas olhando para o lado e vendo aquele homem alto, branco de cabelos negros e olhos concentrados na porta, que o que tinha como meta era só tira-la dali, Aline tinha mais segurança. Faltava poucos minutos para os etes virem fazer suas visitas diarias para leva-los para um exame horrivel. Dessa vez não ia ser como o planejado deles.
De repente o barulho no corredor. Era barulho abafado, dificil de escultar, mas o silencio podia fazer se ouvir uma agulha caindo no chão. O coração de Aline parece que para. Ela prende a respiração como se aquilo ajudasse. Luciano segura firme no pé de uma das camas que ele tinha quebrado a pouco tempo. Era com aquilo que iria agredir o Ete. A porta se abre. O ser era a mulher loira e não o policial. Ela viu de primeira Aline e com um sorriso maligno já ia para aplicar-lhe a ingeção, tirada do bolso do jaleco branco. Mas ela nem percebe Luciano indo cautelozamente para trás dela e esticando o pé da cama pronto para dar lhe um golpe  fatal no pescoço. Com toda força Luciano desse o pé da cama contra o pescoço da Ete. Ela parece que tinha sido atingida por um travesseiro. E vira-se nervosa para Luciano. Aline aproveita da estupides da mulher loira. E empurra a mão da propria Ete com siringa para a perna dela. A agulha afunda na perna da Ete que surpresa se vira para Aline, mas Aline corajosa, afunda a outra ponta da seringa jogando o liquido no sangue da Ete. A mulher loira ainda tem forças para joga-la contra a parede. Aline sente suas costas arderem de dor. A Ete já caindo de joelhos vai para cima de Aline, mesmo com os varios golpes de Luciano nela que não fazem nada com ela. Quando a Ete já está a menos de dois centimetros de Aline ela cai desmaiada. Luciano recuperando o felego das varias batidas na Ete vai ajudar Aline se levantar  que com pontadas do lado esquerdo se levanta com dificuldade. Mas logo os dois já estam correndo pelo corredor em disparada até ao refeitorio armados apenas pelo pedaço de pau.
Chegando a porta do refeitorio eles tentam abrir mas está trancada.
- A chave deve estar no bolso da loira! - Diz Aline reculperando o folego.
Os vam para voltar quando veêm ela já em pé com mais dois Etes atrás dela se aproximando ambos furiosos. Luciano e Aline voltam correndo para a porta que dá ao refeitorio. E Luciano com toda a rapidez que pode se joga contra a porta abrindo-a. Aline o segue atravessando o refeitorio que antes cheio agora estava vazio. Tinha mais três portas de saida para o refeitorio. Tinha que decidir logo, pois a loira já estava atravessando a porta que eles tinham arrebentado.
Luciano do mesmo jeito corre até a porta do meio se atira nela arrebentando-a também. Aline em desespero percebe que eles estavam num corredor muito parecido com a do seus, com infinitas portas. Como iriam achar Cidinha ali?
Aline vê no modo mais facil:
- Cidinha! - Para a surpresa deles Cidinha responde:
- Rapido aqui! - Eles correm para a unica porta que estava aberta de onde saia o som e vê chocados. Dois Etes na forma de dois homens enormes aplicando a enjeção em Cidinha ela já começava a desfalecer. Os dois correm para cima de Luciano e Aline. Com esperteza os dois apenas fecham a porta, eles só ouvem o barulho dos Etes batendo contra a porta. Aline abre a porta novamente e antes dos dois conseguirem se levantar ela já pega a ciringa pela metade aplica nos dois. O que não causaria efeito tão bom. Luciano só tem o tempo de pegar a arma dos dois e mirar na loira e ne seus dois companheiros que chegavam correndo. Eles recuam assustados. Mostrando que aquela arma tinha poder de machuca-los ou até matalos. A loira sorrindo fala:
- Vocês querem ir para onde? Não há mais como fugir!
- Aline pegue Cidinha e vamos sair daqui! - Diz Luciano apontando as duas armas para os Etes.
Aline segura sua amiga que ainda parecia lucida.
- Vamos sair daqui Cidinha. Vamos me ajude!
Aline se desfalecia em seu braço. Mas com coragem ela a tira da sala indo para o corredor. Luciano mostrando que não estava brincando aponta para a quarto com o naris.
- Esvaziem os bolços, tirem os jalecos e entrem no quarto.
Eles obedecem. Sem duvida aquela arma tinha muito poder. Os etes tiram dos bolsos três chaves parecendo de castelos antigos, e a loira tira do bolso dois cartões. E deposi tiram o jaleco e entram na sala. Aline coloca Cidinha já desmaiada no chão e pega as chaves fecha a porta e tranca.
Estava acontecendo. Estavam fugindo da nave. Mesmo com Cidinha desfalecida agora tinham a certeza que sairiam daquela nave vivos ou mortos.

sábado, 19 de junho de 2010

O plano de fuga.

Sua prima gravida tinha reencontrado o pai do filho dela. Isso dentro de uma nave de  extraterrestres. Isso graças a sua ajuda. Porque isso parecia ser tão ruim? Porque Aline tinha se apaixonado pelo cara que é pai do filho de sua prima.
Mas Luciano não pareceu gostar muito de ver a garota que ele ficou apenas por uma vez com uma barriga de cinco meses. Cidinha percebeu que ele não gostou. 
- Olha aqui... - Ele tinha até se esquecido do nome dela.- Me diga que isso não é o que estou pensando. 
Cidinha se aproxima com lagrimas nos olhos. 
- É o que você tá pensando sim. 
- Bem, esse é o menor de meus problemas agora. - Diz ele rindo para não chorar. Mas esfregando a mão no rosto preocupado sua feição sai do riso ironico para uma cara seria. - Quer dizer então que além de eu ter sido sequestrado por Etes, agora eu tenho um filho?
- Sim. - Diz Cidinha deixando lagrimas cair dos olhos.- Eu estou com medo e não sabia o que fazer.
Luciano fica com dó e percebe que não ia adiantar nada brigar. 
- Olha você sabe que pra mim não passou de uma noite.
- Eu sei. Pra mim também deveria ser... mas...- Cidinha abaixa a cabeça caindo num soluço de choro.
Luciano levanta a cabeça dela com as pontas dos dedos, fazendo ela olhar fundo em seu olho.
- Não divia ter acontecido. Mas aconteceu. E vou fazer tudo pra deixar você e esse bebê a salvo.
Por que aquela cena estava doendo tanto em Aline. Essa era cena que ela queria tanto ver nesses ultimos três dias. Mas agora...
- Como você pode falar isso. - Diz Cidinha rindo. - Estamos presos numa nave de Etes. 
- Eu vou tirar agente daqui! 
- Como? - Diz Aline falando pela primeira vez.
- Os Etes não esperam que alguém tente algo. Eles estão tão certos de suas forças. Podemos armar algo.
- Armar o que? - Pergunta Cidinha vendo o primeiro pingo de esperança a meio de tanta certeza da morte. 
- De manha cedo eles também te levam para fazer exames. Não é? 
- Sim. Exames horriveis. 
- Amanha de manha, tente ganhar o maximo de tempo com eles. Tente não sair de seu quarto.
- Ou Lu. Você não tem ideia de como é bom só ouvir isso.
Luciano fica chocado. Ela lembrava até de seu nome.
- E o seu nome é qual mesmo?
Cidinha engole a seco. Ele se quer lembrava de seu nome. Mas agora iria ser diferente.
- Aparecida. Mas todos me chamam de Cidinha. 
- Muito bem Cidinha. Amanha nessa mesma hora já estaremos longe daqui. 
Diz ele segurando nas mãos da Cidinha. E olhando para a barriga dela. 
- Já sabe se é menino ou menina? 
- Não deu tempo de saber. - Diz ela rindo. 
O almoço foi muito rapido. Mas um discanso. Um local onde podiam voltar a ser seres humanos e não bichos fugindo de caçadores. Somente para Aline é que não estava sendo um almoço tão facil. Mesmo tendo todo tipo de comida que podiam imaginar. Distrubida em um monte de vasilhas sobre uma mesa de trinta metros de comprimento. Cidinha do lado de Luciano não parava de sorrir. Todos a olhavam e pensavam: Como essa mulher numa nave de Etes pode estar tão feliz. A unica esperança de Aline era que eles ainda não tinham trocado caricias a mais, além dos toques das mãos. Nada determinava que eles estavam namorando. 
Aline tentava sorrir, fingindo alegria, mas seu desanimo não era notado por muitos. A não ser por Luciano. 
De repente um sinal tocou. Como de uma escola mesmo. E Luciano se levantou dizendo.
- Está na hora de voltarmos para a nosso quarto Aline. 
- Será que eu não posso ir com vocês?- Diz Cidinha preocupada.
- Não. Vamos seguir o plano Cidinha. Se não eles podem suspeitar. - Diz Luciano - Tchau. - Ele sai sem beijar Cidinha. O que para Aline representava esperança, para Cidinha foi tratado como friesa. 
Caminhando com Luciano pelo corredor Aline percebe que ninguém das milhares de pessoas do refeitorio não ia pelo aquele corredor. E imaginou que tamanho tinha aquela grande nave. Luciano a vendo pensativa pensa que era sobre algo que a deixou muito triste no refeitorio.
- O que foi que ouve? Não gostou de encontrar sua prima? 
Aline fingi um sorriso muito mau fingido.
- É claro que gostei.
- Não gostou. 
Aline tira o sorriso do rosto e inventa uma mentira.
- É que estou muito preocupada com o que vamos fazer. - Diz Aline parando de ante da porta do quarto junto a Luciano e fala: 
- Vai ser muito perigoso. 
- Vai ser muito perigoso se ficarmos aqui Aline. Juntos poderemos vence-los. Não se preocupe. Eu cuidarei de tudo. 
Ele entra no quarto branco novamente. E Aline também. Porque ela tinha que encontrar o homem perfeito nessa situação? 
Será que Aline, Luciano e Cidinha consiguiram fugir dessa terrivel nave? Será que consiguiram ter uma vida nessa terra pós- apocaliptica? Será que Aline vai lutar para ficar com Luciano? Ou vai deixar sua prima viver feliz para sempre com Luciano? Vejam nos proximos capitulos. 

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Encontrando Lu.

A sala branca não era mais o que era de inicio. Não era mais uma sala confortavel. Agora passou a ser castrofobica. E a luz forte e branca incomodava muito. Os lençois brancos passaram a ser aguniantes e sofocantes. E não saber o que estava acontecendo fora daquela sala estava muito complicado.
Aline deitada na cama, olhando para o teto só imaginava como estava sua mãe e seus pais.
- O que será que está acontecendo lá fora Luciano? - Pergunta ela para o homem sentado na cama que olhava para as paredes esperando a qualquer momento ...algo.
- Você veio pra cá depois de mim. Você me diz: O que será que está acontecendo lá fora?
Aline tinha se esquecido. Não contou para seu colega prisioneiro que os Etes tinham largado de sequestrar os seres humanos as escondidas e tinha atacado abertamente o planeta terra, destruido tudo que se via pela frente.
- Eu não sou do Rio de Janeiro. Não vai adiantar nada eu te contar...
- Eu também não sou. Porque você está falando em Rio de Janeiro? - Diz ele rindo.
Aline se levanta da cama e vira-se para Luciano.
- De onde você é?
- Da Bahia. Salvador.
Um choque vem a cabeça de Aline. Luciano vinha da Bahia. Lu. LU. Lu de Luciano. Não podia ser verdade. Não podia ser verdade.
- Da Bahia? Do carnaval?
- Sim porque? - Diz Luciano sem entender.
- Você por acaso foi numa festa no carnaval?
- Não sei. Fui em muitas festas no carnaval.
- Você conheceu alguém em alguma dessas festas?
- Não sei.- Diz ele rindo. - Eu bebia muito nessas festas.
Aline começa a se desesperar e se levanta assustada.
- Você conheceu uma Cidinha em uma dessas festas?
- Nossa porque?
O coração de Aline batia asselerado. Não podia ser verdade. Tinha encontrado o pai do filho de sua prima. O homem no qual sua prima fingiu para mãe que iria se casar era ele. E porque isso parecia tão ruim.
Aline ia falar quando a porta se abre. Luciano já se levanta e sai pela porta e virando-se para Aline fala:
- Você não vem? É a hora do recreio.
Aline e Luciano andam pelo corredor. Ele vendo que Aline estava preocupada segura sua mão.
- Não se preocupe. Agora é a hora boa.
Eles andam pelo infinito corredor até dar numa porta pequena e apertada. Quando eles abrem a porta se deparam com uma mutidão.
- Meu Deus!- Exclama Luciano assustado. - Mas que tanto de pessoas são essas?
- Porque? - Diz Aline passando o olhar pela mutidão a procura de sua prima.
- Nunca teve tantas pessoas assim.
Aline olha para Luciano. Ele realmente não entendia que o mundo estava acabando.
- Bem Luciano. Acho que as coisas mudaram bastante desde que você veio parar aqui... - Mas não deu tempo de Aline falar nada. A voz de sua prima se faz ouvir atrás de si.
- Aline!!!
E ao ver sua prima se aproximando segurando a barriga Aline tem certeza que aquele era mesmo o Lu de Cidinha. Seus olhos se arregalarão num sorriso misturado com medo e de vergonha. Aline olha para Luciano. Ele tinha reconhecido ela. Dava para ver em seu olhar. E dava para ver seu terror ao ver a barriga de cinco meses. Aline não sabia o que ela estava sentindo. Aline sabia sim. Mas não queria acreditar. Ela sentia uma dor apertada no coração. Em meio ao mundo acabando ela tinha tempo de sentir isso. Isso que nunca tinha sentido antes. Ela estava apaixonada por Luciano. Ela estava apaixonada pelo pai do filho de sua prima. Ela amava seu cologa de quarto. E agora eles tinham se reencontrado. E agora o que vai acontecer. Vejam nos proximos capitulos.


Em baixo a trilha sonora de O destino de Aline.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

A mascara do inferno cai.

Aline abre seus olhos. A luz branca tinha a-acordado. Ela estava naquele belo quarto branco ainda. O edredon fazia ela querer rolar para o lado e dormir mais. Mas a voz de Luciano faz ela lembrar que não estava em casa. Faz ela tinha sido sequestrada por Etes. E que ela estava numa nave espacionave esperando para ir para o planeta dos Etes e exercer a função de escrava pelo resto de sua existencia. Mas por enquanto ela estava apenas naquele quarto branco.
- Aline acorda! Anda logo garota!
Aline abre os olhos novamente e vê aqueles grandes olhos castanhos olhando para ela. Aquele homem que tinha acabado de conhecer agora representava toda a segurança, amisade e algo parecido com família que poderia ter por alguns dias ou alguns meses. Isso dependia quanto tempo os Etes iriam ficar na terra pós-Apocaliptica.
- Eles já vão chegar para te levar para os exames. - Luciano não estava com o olhar sem vergonha de sempre. Agora ele estava serio e com um toque de medo.
Aline se levanta assustada.
- Quanto tempo eu dormi.
- Eles deixarão você dormir por um dia inteiro. Mas eles disseram que hoje você vai fazer os exames.
Tinha algo de errado.
- Porque estou sentindo algo esquisito quando você fala na palavra exames.
Luciano se senta na cama do lado de Aline preocupado. E esfrega a cabeça bem preocupado e olha para ela.
- Bem. Os exames não são bem o que falei.
Aline fica preocupada e se levanta.
- Como assim?
- Eu não queria te apavorar fora do tempo. Achei que seria melhor. Os meus outros colegas de quarto me apavoraram muito antes de eu fazer o meu primeiro exame.
- Como é esses exames?- Diz Aline já apavorada.
- Cada dia é um diferente. Eles fazem textes.
- Textes? Que tipo de textes?
- Textes perigosos.
- Perigosos quanto?
- Você é a unica colega de quarto que eu tenho agora não é?
- O que aconteceu com os outros?
- Eu não sei! - Diz ele se levantando nervoso. Já arrependido de ter contado.  - Eles não voltaram dos exames.
Aline apertando o cobertor como se aquilo fosse sua unica forma de se proteger do tão temido exame.
- E você nunca quis fugir daqui?
- Não dá para sair daqui está bem! Quem tentou teve uma morte terrivel!
Aline estava cada vez mais apavorada. De repente a porta se abre. E a imagem de alguém muito conhecido para Aline aparece. Era o policial que a tinha prendido junto de Cidinha e que tinha tido o cerebro estourado na sua frente a vinte quatro horas atrás.
- Você siga-me.
- Não. - Diz Aline pulando da cama apavorada e indo para o canto da parede. - O Ete da forma do policial se aproxima nervoso e a agarra Aline tirando uma seringa do bolço e aplicando nela que se debatia loucamente. Até cair desmaiada.

Aline abre os olhos. Agora em vez de estar numa cama quentinha. Ela sentia o frio do metal. Estava numa mesa de cirurgia. Ela não enchergava tudo embaçado. E chorando limpa os olhos. Mas não conseguia enchergar com a luz branca forte. Via apenas vultos. Não era um vulto humano. Era varios seres grandes e magros e altos. Não eram médicos. Mas o que mais assustava Aline era que ela não conseguia mover suas pernas. Ela não sentia nada da cintura para baixo. O terror começa a virar desespero:
- Me tirem daqui! - Diz ela chorando.
Os seres falavam em outra lingua. E por fim Aline desmaia de novo.






Aline acorda mais uma vez. Agora estava em um outro tipo de quarto. Não era no qual Luciano estava. Ela se levanta e olha para o outro homem em posição de segurança do lado da porta. Era o policial. Ele ao perceber que Aline acordou se aproxima e fala:
- Venha. Vou te levar ao seu quarto.
Aline se levanta da cama e encosta os pés no chão frio, com medo de não sentilos. Mas sentia. Estava tudo bem com ela. Como se nada tivesse acontecido. O policial abre a porta e aponta para Aline ir na frente. Aline sai pela porta e percebe que estava no mesmo corredor longo do qual tinha chegado. Seguindo o policial ela vai até uma das portas. Era seu quarto. Luciano a olha surpreso, seus olhos vermelhos dizia claramente que tinha chorado, seu cabelo bagunçado dizia que ele chorava de preocupação. Será que era por ela? Aline não aguentou. Ao ver daquele jeito aquele homem que tinha conhecido a tão pouco tempo mas que estava mais proximo dela do que nenhum homem jamais esteve. E chorando se joga no braços deles.
- Me desculpe! Me desculpe! - Dizia Luciano abraçando Aline.
- Foi horrivel!
Nos braços dele ela estava segura. Era assim que Aline se sentia. Ele se desvencilha dos braços dela e pega o rosto de Aline entre as mãos.
- Nos vamos sair daqui Aline eu prometo.
- Primeiro temos que achar minha prima. - Diz Aline decidida. - Depois poderemos sair daqui.

Aline agora tinha outra missão. Achar Cidinha, sair da nave e tentar sobreviver junto de Luciano num mundo pós-apocaliptico. Será  que ela vai conseguir. Vejam nos proximos episodios.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Uma prisão de luxo

O quarto estava escuro. Mas dava para perceber que aquele quarto não era uma prisão como deveria se imaginar. Era um quarto bem apertado, de três metros de largura e quinze de cumprimento. O teto muito baixo. Aline de 1,60 de altura era fácil encostar no teto. Ela estava paralisada na porta daquele quarto sem acreditar que era ali que ela iria ficar depois de um pesadelo tão grande. Esperava a qualquer momento algum dos Etes chegarem e puxarem ela de novo para fora dizendo.
- Desculpe foi um erro. - Ou quem sabe: - Você acreditou mesmo que você iria ficar ai.
Nem queria acender a luz. Mas ela foi acesa. E ao olhar para o lado um homem alto estava com a mão no interruptor.
- Vai ser mais fácil ver com a luz acesa. - Ele era alto e forte. E ao fazer esse favor a Aline se deita novamente em um das cinco camas que tinha apertadas no local.
- Quem é você? E porque parece estar tão acostumado aqui? - Diz ela não entendendo ele conseguindo se deitar tranquilamente como se estivesse no seu próprio quarto.
- Bem. Eu sou Luciano Aron, e num quarto desse não é difícil se acostumar. E estou aqui a duas semanas.
- Duas semanas? - Diz Aline indo para se sentar na cama. Mas Luciano com a rapidez a segura e fala:
- Antes é melhor você ir tomar um bainho. - Diz ele apontando uma outra porta no fundo do quarto que parecia muito mais um corredor de tão estreito.
Aline caminha até a porta e abre com surpresa. E um dos banheiros mais chiques que ela já tinha visto. Uma banheira redonda, lavatório,um espelho enorme e um macacão branco do mesmo que Luciano estava vestido. Ela fecha a porta e tira as botas sujas enquanto escuta a voz de Luciano vindo do quarto.
- Os ataques já começaram a varias décadas querida. O povo é que não queria ver. Tem gente que está aqui a vinte anos.
Aline tira seu vestido molhado e sujo de barro. E joga no chão branquinho sujando-o totalmente com o barro.
- E eles não machucam você?
- Bem. A mim só tiram uma agulhada de sangue por dia. É assim que marco os dias.
Aline liga a banheira, entra e deita, finalmente conseguindo relaxar.
- E você fica preso aqui o dia inteiro?
- Não. Temos duas horas de almoço. E duas horas de janta que nos reunimos no refeitório com todo os que estão presos aqui.
Alguns minutos ela sai do banheiro já vestida com seu macacão. Luciano surpreso se levanta da cama e com um sorriso nos lábios fala:
- Você ficou bem no macacão.
- Obrigada.
Ela se senta na mesma cama de Luciano e fala com medo:
- Você já tentou fugir daqui?
- Fugir daqui pra que? Aqui eu tenho comida todo dia. Um quarto que permanece sempre limpo.
- Quem limpa.
- Por acaso você viu suas roupas sujas quando saiu da banheira?
Aline assustada percebe que nem notou. E correndo vai ao banheiro e vê tudo limpinho como se ela nunca tivesse entrado lá dentro toda suja de barro.
- Quem limpa?- Pergunta ela assustada para Luciano.
- Eu não sei. Mas sempre quando vou do quarto ao banheiro tudo está limpo de novo.
Aline se senta de novo na cama apavorada.
- Eles pesquisaram muito antes de vir nos capturar. E criaram uma realidade para nos sentirmos em casa. Ou na escola.
Aline olha em volta e percebe que de verdade aquele quarto parecia muito com um quarto de um internato.
- Mas não temos aulas. E sim uma bateria de exames.
- Bateria de exames?
- Sim. Todas as manhas. Eles nos fazem correr cinco minutos numa esteira e tiram nosso sangue e depois o nosso tempo é livre.
Aline não poderia acreditar. Será que ficará uma semana naquele lugar? Ou um mês? Um ano? Vinte anos? A vida toda? Não. Dessa vez era diferente. Dessa vez foi um ataque mais grave. Televisões e radio tinham descoberto tudo. Não ficaria tanto tempo naquela nave. Eles os queriam como escravos e nada mais. Aline só queria uma coisa naquele momento. Achar Cidinha. Queria passar, o que tivesse passando junto dela e nada mais.
Aline se levanta da cama de Luciano e deita na sua. Queria descansar, dormir. Mas não queria se acomodar como Luciano se acomodou. Aquela não seria sua casa. Nunca.

terça-feira, 15 de junho de 2010

A longa caminhada.

           Os seus pés doiam. A água tinha entrado na bota de couro, a meia molhada firmava contra couro esfolando o pé. Mas essa era a menor dor que Aline sentia. O frio era grande trazendo um vento frio que entrava nos ossos. E cada passo que dava Aline se preocupava não com ela. Mas sim com sua amiga que estava a poucos passos dela mas que graças a groça neblina Aline não conseguia enchergar.
          O grama tinha acabado. Agora Aline andava no meio do cascalho. Num deserto de cascalho. Mas ela não estavam no meio da cidade do Rio de Janeiro? E logo veio a resposta a Aline. Estava tudo destruido. Aline de rabo de olho olha para a mulher que fora incubida para leva-la. Leva-la aonde? Não sabia.
          A mulher? Aquilo era um monstro. Um robo. Mas não era um ser humano. Tinha apenas a aparencia disso. Ela era loira, alta, magra. Deveria ser modelo quando era... viva? humana?
         Com a neblina groça não dava para ver mais ninguém. Apenas era as duas andando em meio a neblina. Uma longa caminhada. Uma lagrima caindo deu inicio a uma tentativa de fala meio engasgada.
         - Na onde estamos indo?
         - Para o meu planeta. - Diz ela seria. Aline deixando mais lagrimas cair continua a falar.
         - Vocês vão me matar?
         - Não sei. Você vai ir para o mercado de escravos. Dependendo de quem for te comprar.
         - Me comprar?
         De repente em meio a fumaça uma grande luz surge. Uma luz enorme. Da luz, pequenas sombras e vultos. Andando mais ela percebe que as luzes era uma imensa nave. E os vultos eram seres humanos acorrentas em fila entrando na nave. Aline é colocada na enorme fila na frente de um homem de uns cinquenta anos e muito gordo. Ela tenta procurar Cidinha. E sete pessoas a frente, ela consegue ver um cabelo que era parecido com de Cidinha. Mas uma voz groça grita para ela:
       - Não saia da fila! - Aline com medo continua a andar na fila. Confiante que aquela era Cidinha ela se preocupa menos.
       A entrada da nave se aproxima enquanto as pessoas continuam a andar sem parar. Aline pisa no piso de metal com um coração apertado de medo. Seu futuro agora era totalmente incerto.
      A nave parecia um avião de guerra fundido com uma sala de dentista. A entrada era ampla e toda branca, com teto alto mas que se confundia com a claridade. Ao entrar naquela sala, Aline apesar do medo crescer o frio tinha diminuido. Isso graças ao jeito que todos eram amuntuados quando chegavam lá. Parecendo cabeças de gados prontos para serem sacrificados. No meio daquela mutildão Aline tentou achar sua prima. Mas só havia rostos desconhecidos. Em volta daquela multidão podia se diferenciar facilmente os Etes. Eles não tinham o rosto cheio de lagrimas ou com dor, e muito menos com medo. Estavam serios, malignos e poderosos.
    Cada vez que entrava mais gente. Aline era obrigada a empurrar as pessoas que estavam em sua frente para caber mais e mais gente. Chegou a um ponto que parecia que todos iam explodir de tão apertados que estavam. Quando finalmente os empurrões parão. Aline percebe um vento a mais almentando o frio que tinha passado a pouco tempo. O vento era a porta se fechando. A porta da nave. Varios gritos de desespero. Aline de repente pisa em algo que não era o piso frio que entrava pelos buracos da bota de couro. Ela olha para baixo e vê sangue. Pisa em algo parencendo... um braço... Aline não queria saber. Limpa as lagrimas de desespero. De repente uma voz alta vindo como de um auto falante se ouve.
- Olá seres humanos! Somos dum planeta distante da terra. E vocês são agora nossos prisioneiros. Nossa viagem começara daqui a alguns minutos contados por vocês. Vocês serão levados a suas selas. Espero que não aconteça nenhum motim,  se não havera sacrificios para que nossa missão seja completada com exito.

Com essas palavras novamente começa os empurrões. Dessa vez dividindo os povos em dois corredores. O corredor era enorme. Com milhares de portas. E em cada porta um Et de aparencia humana. Quando a longa   fila ia passando pelo corredor, cada cinco pessoas eram colocadas em cada quarto. As pessoas pareciam que era escolhidas por alguma razão para serem colocadas em cada quarto. Aline ia percorrendo o longo corredor e nunca era escolhida. E quando finalmente passou por um porta. Seu braço é agarrado brutalmente e jogado num dos quartos. O quarto era surpriendemente limpo, confortavel e aconchegante. Parecia que ela estava num hotel de luxo.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

As 5 etapas da morte

O frio entrava nos ossos, como se fosse um liquido fino ingetado no nas pontas dos dedos dos pés e das mãos, passava pela espinha e ia parar nos fios de cabelo, fazendo-os ficar mais arrepiados. O tremor parecia encontrolavel. E quando era controlado fazia sua cabeça parecer que ia ser estourada. Era assim que Aline se sentia sentada na grama presa naquela jaula feita pelos Etes que invadiram a terra. Ela olhava com relutância para a sua amiga. Cidinha. O que ela devia estar passando era mil vezes pior. Ela tinha uma vida dentro dela. E não podia fazer nada para protege-la. E Magali. Perdeu brutalmente seu marido, e os infelizes dos Etes ainda a fazem ver o próprio marido tentar mata-la. Ela apenas estava escorada na jaula chorando, parecia nem perceber o frio. O homem mais velho parecia pior a cada momento. Estava ficando verde, e seus olhos estavam cada vez mais vermelhos, o coitado tremia muito. Paulo encarava tudo com coragem em pé. Nem parecia sentir os pingos gelados do frio. A mulher gorda também não parecia se preocupar com o frio, dormia tranquila num canto da jaula.
Aline olha com raiva para os Etes em figuras de mulheres, homens, velhos, crianças. Ela com raiva se levanta e vai cima da jaula. 
- Nos tirem daqui! Nos temos direito! Tem gente morrendo aqui! 
Cidinha se levanta e segura o braço da prima com suas mãos congeladas. A Ete com aparência de mulher ruiva se vira para seria para Aline. E fala com sua voz fria. 
- Nos já vamos partir. Falta pouco. 
- Sua vagabunda! Partir para onde! Responda a minha pergunta! 
Paulo vai até elas e tirando seu casaco coloca em volta de Aline. 
- Calma Aline. Não vê que raiva não vai adiantar nada? 
Aline suspirando firme vira-se mais calma para a ruiva.  
- O que vocês querem? Me diga! Fala que tentaremos arrumar! 
A mulher ruiva solta um sorriso maligno. 
- O que nos queremos são suas vidas. Nada mais. 
Aline assustada anda para trás. E começa a chorar. Um choro profundo. Caindo de joelhos na grama molhada. 
- Nos vamos morrer Cidinha! Nos vamos morrer! 
Cidinha abraça a prima. 
- Não vamos. Não vamos! Vamos dar um jeito. Não é isso que você sempre fala? - A voz dela era tremida mas com o mesmo carinho de sempre. - Cadê minha prima forte? Cadê? - Diz Cidinha começando a chorar também. As duas chorando no chão despertam a agunia o medo e a tristeza de todos em volta. Até Paulo que parecia ser o mais forte solta uma lágrima que é limpada rapidamente.
Aline limpa o rosto sorrindo e fala para a prima. 
- Vamos encarar essa juntas. Certo? Juntas! - E segurando a mão de Cidinha se levanta. Se levanta para ver com um certo alivio misturado medo finalmente os Etes saindo de suas posições e se aproximando cada um de uma grade. 
Não importava mais o que iria acontecer. Aline estava preparada para tudo. Até para morte. Tinha aceitado que seu destino não estava mais em suas mãos. 
O rosto da mulher com seus olhos castanhos frio  e cabelos ruivos molhados se aproximando da jaula fala:
- Saiam um de cada vez. Se uma confusão acontecer todos serão exterminados. Inclusive eu. 
Cidinha sai primeiro da jaula. A mulher ruiva pega cada um dos braços de Cidinha e do nada algemas saem das mãos da mulher e se fecham nos punhos de Cidinha. 
- Siga com o D2020. - Diz a ruiva apontando para um senhor mais idoso, mas que não aparentava nada de cansaço. Cidinha olha para a prima e segue com ele. Ele começa a caminhar segurando as correntes de Cidinha para o meio da neblina escura. 
Aline vai logo atrás e do mesma forma as algemas são presas em seus braços, da escuridão da neblina surge uma outra mulher mais moça, e com cabelos loiros. Aline segue com ela para desaparecer no meio da neblina também. 

sábado, 12 de junho de 2010

Aguardando o destino

Aline olhava daqueles pequenos olhos vermelhos. Olhava para aquela pele enrugada que a tão pouco tempo despertaria carinho. Agora despertava um medo terrivel. Ali. Descendo as escadas e encontrar aquele velhinho ali representava muito mais do que parecia. Ele não era um velhinho. Era algum ser que tomava a forma humana e que estava tapando a passagem dela, de sua prima gravida de cinco meses de um desconhecido e de sua nova amiga viuva e que tinha acabado de ver ser marido que tinha explodido em menos de uma hora tinha acabado de reaparecer e tentar mata-la. Agora fugindo do marido zumbi de sua amiga encontram aquele velhinho aparentemente inofencivo mais que nunca deveria estar em uma escada por que ele só andava de cadeiras de rodas.
De repente o velhinho tira a mesma pistola de trás de suas costas. E aponta para Aline.
- Vai nos matar? Porque? - Diz Cidinha já tremendo de medo e chorando muito.
- Quem disse que vamos mata-la? - Diz seu Viviano dando aquele sorriso maligno familiar. E atira em Aline. Da arma não sai uma bala. Mas um tipo de sedativo. Ela retira a capsula que tinha atingido sua barriga e vê já começando a ficar zonza. Ela se vira para as duas amigas e cai desmaiada.

Aline sente algo lhe pinicando as costas e braços. Estava deitada na grama. Ela abre os olhos. Tudo estava meio embaçado. Mas esculta a voz de sua prima.
- Ela está acordando! - Sua visão volta ao normal. Estava num parque. Num lugar muito bonito. Só que estava presa numa jaula. Tipo um globo daquelas que os motoqueiros loucos andam. Só que lá dentro não tinha moto. E sim, varias pessoas. Incluindo Cidinha, Magali e mais três pessoas. Um rapaz, um senhor mais velho, e uma mulher gorda.
Aline olha mais ao longe. O parque estava cheio dessas gaiolas improvisadas. Até no meio do rio que passava no meio do parque tinha pessoas em jaulas. E do lado de fora, tinham pessoas também. Só que obviamente não eram pessoas comum.
- Onde estamos? - Diz Aline se levantando com a mão na cabeça.
- Na praça da Republica. - Diz o homem mais velho. Ele não estava bem. Seus olhos estavam vermelhos e ele comia unha constantemente ajoelhado em coques olhando para o lado de fora. - Eles vão nos levar para o planeta deles. E nos usar como escravos.
- Eles? Eles quem? - Pergunta Aline já sabendo da resposta.
- Estra Terrestres Aline! - Diz Cidinha com o rosto cheio de lagrimas.
- E vamos deixar isso acontecer assim? Sem fazer nada? - Pergunta ela aguniada.
- Garota? O que você quer fazer? Lutar contra eles? Você já tentou? - Diz o outro rapaz mais novo.
Aline olha para o rosto das varias pessoas do lado de fora das jaulas. Tinha até crianças.
- Eu não vou ficar aqui esperando ele capturar mais escravos até poder ir embora. - Diz ela decidida.
E assim começa cavar com as proprias mãos. Mas Cidinha a segura.
- Aline. Não dá. Tenha calma.
Aline pela primeira vez começa a se desesperar. Não tinha nada a fazer. Tinham que esperar o que o destino iria lhe guardar.
As horas passaram. Parecia que os Etes não se preocupavam que seus escravos morressem de fome. O mais rapaz mais jovem, que Aline descobriu se chamar Paulo, depois de algumas conversas, perde a paciência e grita para as figuras aparentemente humanas do lado de fora:
- Ei nos precisamos de comida! Seus imbecis!
Eles nem se moviam. Apenas ficavam parados. Aline constantemente olhava para a prima preocupada. As duas tinham tido um dia bem dificil. E o final dele não era dos melhores.
- Você está bem Cidinha?
- Sim. Estou. Estou apenas preocupada com a minha mãe. Como ela deve estar? O que está acontecendo com eles.
- Todo o Brasil foi atacado. Ouvi pelo radio pouco antes de ser capturado. - Diz o senhor mais velho.
De repente um dos Ets se aproxima na jaula, no caso uma linda mulher ruiva de cabelos curtos e fala com sua voz seria.
- O que vocês comem?
- Tire agente daqui. E poderemos te falar! - Fala Magali com odio nos olhos.
- Não é permitido. Digam que eu tentarei arrumar para vocês.
- Um frango assado seria otimo. - Diz Cidinha com agonia.
A mulher se afasta. Deixando todos em silencio. O frio chegou junto da neblina que se afastava mostrando que tinha mais gaiolas do que tinham esperado. Um chuva fina começa a cair piorando o frio. O barro obriga todos a levantar.
Mas o mais assustador foi perceber as pessoas que estavam com a gaiola dentro do pequeno rio, que com a chuva tinha aumentado. Eles gritavam em desespero. E os Etes nem se moviam.
- Meu Deus. - Diz Aline em desespero. - Temos de fazer alguma coisa.
- Não temos nada o que fazer. Não olhem. - Diz a mulher gorda. Que até agora estava muda.
A chuva almentava. Aline tapava os ouvidos para os gritos, mas saber que eles estavam morrendo afogados ali do lado e eles não podiam fazer nada era assustador.
De repente a mulher ruiva chega de novo. Com um enorme frango assado nas mãos. Assado e molhado. E taca dentro da gaiola em meio ao barro e a agua.
Todos olham assustados para a cena sem ter coragem de falar nada. Magali com raiva fala:
- Vam nos deixar aqui por quanto tempo? Quanto tempo vai demorar tudo isso?
A mulher não se mexe. Continua em seu posto.
Cidinha olha para a galinha assada em meio ao barro. E com a fome apertando o estomago decide pegar a galinha.
- Não Cidinha! - E cuidado Cidinha tenta tirar toda sujeira com a agua da chuva e começa a comer o frango.

Elas estavam engaioladas. Presas. Sem ter como sair. Apenas eram vitimas desses Etes. Agora é apenas esperar.  Vejam nos proximos episodios o que vai acontecer com Aline e suas amigas.