sábado, 12 de junho de 2010

Aguardando o destino

Aline olhava daqueles pequenos olhos vermelhos. Olhava para aquela pele enrugada que a tão pouco tempo despertaria carinho. Agora despertava um medo terrivel. Ali. Descendo as escadas e encontrar aquele velhinho ali representava muito mais do que parecia. Ele não era um velhinho. Era algum ser que tomava a forma humana e que estava tapando a passagem dela, de sua prima gravida de cinco meses de um desconhecido e de sua nova amiga viuva e que tinha acabado de ver ser marido que tinha explodido em menos de uma hora tinha acabado de reaparecer e tentar mata-la. Agora fugindo do marido zumbi de sua amiga encontram aquele velhinho aparentemente inofencivo mais que nunca deveria estar em uma escada por que ele só andava de cadeiras de rodas.
De repente o velhinho tira a mesma pistola de trás de suas costas. E aponta para Aline.
- Vai nos matar? Porque? - Diz Cidinha já tremendo de medo e chorando muito.
- Quem disse que vamos mata-la? - Diz seu Viviano dando aquele sorriso maligno familiar. E atira em Aline. Da arma não sai uma bala. Mas um tipo de sedativo. Ela retira a capsula que tinha atingido sua barriga e vê já começando a ficar zonza. Ela se vira para as duas amigas e cai desmaiada.

Aline sente algo lhe pinicando as costas e braços. Estava deitada na grama. Ela abre os olhos. Tudo estava meio embaçado. Mas esculta a voz de sua prima.
- Ela está acordando! - Sua visão volta ao normal. Estava num parque. Num lugar muito bonito. Só que estava presa numa jaula. Tipo um globo daquelas que os motoqueiros loucos andam. Só que lá dentro não tinha moto. E sim, varias pessoas. Incluindo Cidinha, Magali e mais três pessoas. Um rapaz, um senhor mais velho, e uma mulher gorda.
Aline olha mais ao longe. O parque estava cheio dessas gaiolas improvisadas. Até no meio do rio que passava no meio do parque tinha pessoas em jaulas. E do lado de fora, tinham pessoas também. Só que obviamente não eram pessoas comum.
- Onde estamos? - Diz Aline se levantando com a mão na cabeça.
- Na praça da Republica. - Diz o homem mais velho. Ele não estava bem. Seus olhos estavam vermelhos e ele comia unha constantemente ajoelhado em coques olhando para o lado de fora. - Eles vão nos levar para o planeta deles. E nos usar como escravos.
- Eles? Eles quem? - Pergunta Aline já sabendo da resposta.
- Estra Terrestres Aline! - Diz Cidinha com o rosto cheio de lagrimas.
- E vamos deixar isso acontecer assim? Sem fazer nada? - Pergunta ela aguniada.
- Garota? O que você quer fazer? Lutar contra eles? Você já tentou? - Diz o outro rapaz mais novo.
Aline olha para o rosto das varias pessoas do lado de fora das jaulas. Tinha até crianças.
- Eu não vou ficar aqui esperando ele capturar mais escravos até poder ir embora. - Diz ela decidida.
E assim começa cavar com as proprias mãos. Mas Cidinha a segura.
- Aline. Não dá. Tenha calma.
Aline pela primeira vez começa a se desesperar. Não tinha nada a fazer. Tinham que esperar o que o destino iria lhe guardar.
As horas passaram. Parecia que os Etes não se preocupavam que seus escravos morressem de fome. O mais rapaz mais jovem, que Aline descobriu se chamar Paulo, depois de algumas conversas, perde a paciência e grita para as figuras aparentemente humanas do lado de fora:
- Ei nos precisamos de comida! Seus imbecis!
Eles nem se moviam. Apenas ficavam parados. Aline constantemente olhava para a prima preocupada. As duas tinham tido um dia bem dificil. E o final dele não era dos melhores.
- Você está bem Cidinha?
- Sim. Estou. Estou apenas preocupada com a minha mãe. Como ela deve estar? O que está acontecendo com eles.
- Todo o Brasil foi atacado. Ouvi pelo radio pouco antes de ser capturado. - Diz o senhor mais velho.
De repente um dos Ets se aproxima na jaula, no caso uma linda mulher ruiva de cabelos curtos e fala com sua voz seria.
- O que vocês comem?
- Tire agente daqui. E poderemos te falar! - Fala Magali com odio nos olhos.
- Não é permitido. Digam que eu tentarei arrumar para vocês.
- Um frango assado seria otimo. - Diz Cidinha com agonia.
A mulher se afasta. Deixando todos em silencio. O frio chegou junto da neblina que se afastava mostrando que tinha mais gaiolas do que tinham esperado. Um chuva fina começa a cair piorando o frio. O barro obriga todos a levantar.
Mas o mais assustador foi perceber as pessoas que estavam com a gaiola dentro do pequeno rio, que com a chuva tinha aumentado. Eles gritavam em desespero. E os Etes nem se moviam.
- Meu Deus. - Diz Aline em desespero. - Temos de fazer alguma coisa.
- Não temos nada o que fazer. Não olhem. - Diz a mulher gorda. Que até agora estava muda.
A chuva almentava. Aline tapava os ouvidos para os gritos, mas saber que eles estavam morrendo afogados ali do lado e eles não podiam fazer nada era assustador.
De repente a mulher ruiva chega de novo. Com um enorme frango assado nas mãos. Assado e molhado. E taca dentro da gaiola em meio ao barro e a agua.
Todos olham assustados para a cena sem ter coragem de falar nada. Magali com raiva fala:
- Vam nos deixar aqui por quanto tempo? Quanto tempo vai demorar tudo isso?
A mulher não se mexe. Continua em seu posto.
Cidinha olha para a galinha assada em meio ao barro. E com a fome apertando o estomago decide pegar a galinha.
- Não Cidinha! - E cuidado Cidinha tenta tirar toda sujeira com a agua da chuva e começa a comer o frango.

Elas estavam engaioladas. Presas. Sem ter como sair. Apenas eram vitimas desses Etes. Agora é apenas esperar.  Vejam nos proximos episodios o que vai acontecer com Aline e suas amigas.

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