A sala branca não era mais o que era de inicio. Não era mais uma sala confortavel. Agora passou a ser castrofobica. E a luz forte e branca incomodava muito. Os lençois brancos passaram a ser aguniantes e sofocantes. E não saber o que estava acontecendo fora daquela sala estava muito complicado.
Aline deitada na cama, olhando para o teto só imaginava como estava sua mãe e seus pais.
- O que será que está acontecendo lá fora Luciano? - Pergunta ela para o homem sentado na cama que olhava para as paredes esperando a qualquer momento ...algo.
- Você veio pra cá depois de mim. Você me diz: O que será que está acontecendo lá fora?
Aline tinha se esquecido. Não contou para seu colega prisioneiro que os Etes tinham largado de sequestrar os seres humanos as escondidas e tinha atacado abertamente o planeta terra, destruido tudo que se via pela frente.
- Eu não sou do Rio de Janeiro. Não vai adiantar nada eu te contar...
- Eu também não sou. Porque você está falando em Rio de Janeiro? - Diz ele rindo.
Aline se levanta da cama e vira-se para Luciano.
- De onde você é?
- Da Bahia. Salvador.
Um choque vem a cabeça de Aline. Luciano vinha da Bahia. Lu. LU. Lu de Luciano. Não podia ser verdade. Não podia ser verdade.
- Da Bahia? Do carnaval?
- Sim porque? - Diz Luciano sem entender.
- Você por acaso foi numa festa no carnaval?
- Não sei. Fui em muitas festas no carnaval.
- Você conheceu alguém em alguma dessas festas?
- Não sei.- Diz ele rindo. - Eu bebia muito nessas festas.
Aline começa a se desesperar e se levanta assustada.
- Você conheceu uma Cidinha em uma dessas festas?
- Nossa porque?
O coração de Aline batia asselerado. Não podia ser verdade. Tinha encontrado o pai do filho de sua prima. O homem no qual sua prima fingiu para mãe que iria se casar era ele. E porque isso parecia tão ruim.
Aline ia falar quando a porta se abre. Luciano já se levanta e sai pela porta e virando-se para Aline fala:
- Você não vem? É a hora do recreio.
Aline e Luciano andam pelo corredor. Ele vendo que Aline estava preocupada segura sua mão.
- Não se preocupe. Agora é a hora boa.
Eles andam pelo infinito corredor até dar numa porta pequena e apertada. Quando eles abrem a porta se deparam com uma mutidão.
- Meu Deus!- Exclama Luciano assustado. - Mas que tanto de pessoas são essas?
- Porque? - Diz Aline passando o olhar pela mutidão a procura de sua prima.
- Nunca teve tantas pessoas assim.
Aline olha para Luciano. Ele realmente não entendia que o mundo estava acabando.
- Bem Luciano. Acho que as coisas mudaram bastante desde que você veio parar aqui... - Mas não deu tempo de Aline falar nada. A voz de sua prima se faz ouvir atrás de si.
- Aline!!!
E ao ver sua prima se aproximando segurando a barriga Aline tem certeza que aquele era mesmo o Lu de Cidinha. Seus olhos se arregalarão num sorriso misturado com medo e de vergonha. Aline olha para Luciano. Ele tinha reconhecido ela. Dava para ver em seu olhar. E dava para ver seu terror ao ver a barriga de cinco meses. Aline não sabia o que ela estava sentindo. Aline sabia sim. Mas não queria acreditar. Ela sentia uma dor apertada no coração. Em meio ao mundo acabando ela tinha tempo de sentir isso. Isso que nunca tinha sentido antes. Ela estava apaixonada por Luciano. Ela estava apaixonada pelo pai do filho de sua prima. Ela amava seu cologa de quarto. E agora eles tinham se reencontrado. E agora o que vai acontecer. Vejam nos proximos capitulos.
Em baixo a trilha sonora de O destino de Aline.
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