Os seus pés doiam. A água tinha entrado na bota de couro, a meia molhada firmava contra couro esfolando o pé. Mas essa era a menor dor que Aline sentia. O frio era grande trazendo um vento frio que entrava nos ossos. E cada passo que dava Aline se preocupava não com ela. Mas sim com sua amiga que estava a poucos passos dela mas que graças a groça neblina Aline não conseguia enchergar.
O grama tinha acabado. Agora Aline andava no meio do cascalho. Num deserto de cascalho. Mas ela não estavam no meio da cidade do Rio de Janeiro? E logo veio a resposta a Aline. Estava tudo destruido. Aline de rabo de olho olha para a mulher que fora incubida para leva-la. Leva-la aonde? Não sabia.
A mulher? Aquilo era um monstro. Um robo. Mas não era um ser humano. Tinha apenas a aparencia disso. Ela era loira, alta, magra. Deveria ser modelo quando era... viva? humana?
Com a neblina groça não dava para ver mais ninguém. Apenas era as duas andando em meio a neblina. Uma longa caminhada. Uma lagrima caindo deu inicio a uma tentativa de fala meio engasgada.
- Na onde estamos indo?
- Para o meu planeta. - Diz ela seria. Aline deixando mais lagrimas cair continua a falar.
- Vocês vão me matar?
- Não sei. Você vai ir para o mercado de escravos. Dependendo de quem for te comprar.
- Me comprar?
De repente em meio a fumaça uma grande luz surge. Uma luz enorme. Da luz, pequenas sombras e vultos. Andando mais ela percebe que as luzes era uma imensa nave. E os vultos eram seres humanos acorrentas em fila entrando na nave. Aline é colocada na enorme fila na frente de um homem de uns cinquenta anos e muito gordo. Ela tenta procurar Cidinha. E sete pessoas a frente, ela consegue ver um cabelo que era parecido com de Cidinha. Mas uma voz groça grita para ela:
- Não saia da fila! - Aline com medo continua a andar na fila. Confiante que aquela era Cidinha ela se preocupa menos.
A entrada da nave se aproxima enquanto as pessoas continuam a andar sem parar. Aline pisa no piso de metal com um coração apertado de medo. Seu futuro agora era totalmente incerto.
A nave parecia um avião de guerra fundido com uma sala de dentista. A entrada era ampla e toda branca, com teto alto mas que se confundia com a claridade. Ao entrar naquela sala, Aline apesar do medo crescer o frio tinha diminuido. Isso graças ao jeito que todos eram amuntuados quando chegavam lá. Parecendo cabeças de gados prontos para serem sacrificados. No meio daquela mutildão Aline tentou achar sua prima. Mas só havia rostos desconhecidos. Em volta daquela multidão podia se diferenciar facilmente os Etes. Eles não tinham o rosto cheio de lagrimas ou com dor, e muito menos com medo. Estavam serios, malignos e poderosos.
Cada vez que entrava mais gente. Aline era obrigada a empurrar as pessoas que estavam em sua frente para caber mais e mais gente. Chegou a um ponto que parecia que todos iam explodir de tão apertados que estavam. Quando finalmente os empurrões parão. Aline percebe um vento a mais almentando o frio que tinha passado a pouco tempo. O vento era a porta se fechando. A porta da nave. Varios gritos de desespero. Aline de repente pisa em algo que não era o piso frio que entrava pelos buracos da bota de couro. Ela olha para baixo e vê sangue. Pisa em algo parencendo... um braço... Aline não queria saber. Limpa as lagrimas de desespero. De repente uma voz alta vindo como de um auto falante se ouve.
- Olá seres humanos! Somos dum planeta distante da terra. E vocês são agora nossos prisioneiros. Nossa viagem começara daqui a alguns minutos contados por vocês. Vocês serão levados a suas selas. Espero que não aconteça nenhum motim, se não havera sacrificios para que nossa missão seja completada com exito.
Com essas palavras novamente começa os empurrões. Dessa vez dividindo os povos em dois corredores. O corredor era enorme. Com milhares de portas. E em cada porta um Et de aparencia humana. Quando a longa fila ia passando pelo corredor, cada cinco pessoas eram colocadas em cada quarto. As pessoas pareciam que era escolhidas por alguma razão para serem colocadas em cada quarto. Aline ia percorrendo o longo corredor e nunca era escolhida. E quando finalmente passou por um porta. Seu braço é agarrado brutalmente e jogado num dos quartos. O quarto era surpriendemente limpo, confortavel e aconchegante. Parecia que ela estava num hotel de luxo.

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