quinta-feira, 24 de junho de 2010

Salvando Cidinha.

Com a rapidez com que Aline e Magali corriam, fazia o corredor longo e branco com varias portas parecerem sempre a mesma paisagem. Por mais que as duas corressem parecia que sempre estavam no mesmo lugar. Parecendo aqueles sonhos, aqueles pesadelos horríveis que Aline tinha na sua vida antiga. Na vida antes do casamento de sua prima, que a fez sair em busca do noivo na Bahia. Antes dos Etes invadirem a terra e sequestrarem todos os seres humanos. Antes de Aline, o noivo de sua prima conseguirem escapar de sua prisão e tentar tomar conta da nave. Mas agora correndo dos dois enormes Etes pelo corredor, nem parecia ser aquela garota mimada de uma semana atrás.

De repente algo muda. O corredor parece estar começando a virar para a direita. De repente uma porta fecha o corredor. Aline e Magali abre-na rapidamente e vêem que dá para a sala de alimentação. Sem nem pensar em fechar as portas as duas apenas correm para a única porta aberta. Mas de repente dois outros monstro arrebentam a porta fazendo as duas caírem no chão de medo. Aline pensa rápido e antes dos quatro monstros a cercarem, ela puxa Magali para debaixo da longa mesa as protegendo da terrível garras dos Etes. Mas logo vêem que a mesa presa no chão não era tão segura. Com suas bocas enormes os Etes começam a estrassalhar a mesa. Aline e Magali engatinhando aos tropeços correm debaixo da longa mesa como se aquele fosse um túnel. Mas para o desespero delas outros dois Etes a esperavam no final da mesa com suas bocarra enormes. Era ali que as duas iriam morrer! Não tinha mais jeito. Magali grita em desespero:
- Aline!!!
De repente um estouro. Era a cabeça de um dos Etes que a esperavam. Os outros três sobreviventes param o ataque contra Aline e Magali. As duas mulheres curiosas saem para ver com alivio. Luciano e vários outros homens atirando contra os Etes os destruindo.
Não tinha mais cinco homens. Tinham umas quinze pessoas. Aline ao ver que os Etes tinham parado de se mover no chão em meio as poças de sangue corre em direção a Luciano e o abraça aliviada.
- Eu fiquei com tanto medo.
Luciano sorrindo olha para Aline.
- O que vocês estão fazendo fora da sala? Cadê a Cidinha?
Aline se lembra da linha que separava ela de seu amado. E se afasta envergonhada e já ia abrir a boca para falar quando uma das mulheres sae do meio das outras quatorze e fala desesperada:
- Vocês falaram Cidinha?... - A mulher para de falar. E com os olhos molhados de lágrimas reconhece Aline. Aline também a reconhece. Era Adelaide. Sua tia. Mãe de Cidinha.
Aline corre em lágrimas para os braços da Tia.
- Tia! Onde está meus pais?
Adelaide aumenta o choro. Aline olha assustada para a tia. Sabia a resposta mas precisava ouvir de alguém.
- Querida. Eles salvaram a minha vida... - Em meio a soluços Adelaide fala: - Mas os Etes foram mais rápidos que eles.
Magali se aproxima de Aline com cuidado.
- Aline. Sei que é um momento difícil. Mas sua prima precisa de você.
- Sua prima? - Pergunta Adelaide assustada. - O que tem com a Cidinha?
Aline não tinha tempo de falar. Ela começa a correr novamente na direção do escritório. Todos correm junto dela. Luciano assustado correndo pergunta:
- Aline? O que está havendo?
Aline não tinha tempo. A corrida agora estava por outro motivo. Pela vida de sua prima. Magali atrás tentava em meio a barulheira das quinze pessoas correndo explicar para Adelaide o que estava acontecendo com sua filha.
Finalmente o escritório chega. Aline abre a porta. E por um segundo não encontra a prima e a senhora de idade. Mas ao olhar para o canto escuro do escritório a vê. A mulher segurando o corpo de Cidinha estava desesperada.
- Ela não está respirando!
Aline sem pensar duas vezes arregaça a manga do macacão de Cidinha e aplica a seringa do braço da prima. Depois de ingetar todo liquido nela, ela olha esperansoza para a face de Cidinha esperando alguma reação. Mas nada. Luciano e Adelaide se aproximam em desespero quase empurrando Aline.Luciano coloca os ouvidos no peito de Cidinnha e tira os ouvidos do peito com terror.
- Ela está morta.
Magali com coragem empurra a todos e vai para perto do corpo sem vida e começa a fazer massagem cardíaca nela, e respiração boca a boca. Isso varias vezes em sequência.
O desespero começa a tomar conta de Aline. Ela não podia morrer. Não naquela situação. Não deixando em Aline aquele sentimento terrível. Aquele egoísmo, aquela....coisa dentro do coração dela, aquele amargo.
- Acorda Cidinha! Por favor! - Grita a prima caindo de joelhos num choro terrivel.
Magali não parava. Não cansava. Três massagens cardíacas e uma respiração boca a boca. Uma mão aperta o ombro de Aline. Ela olha para cima. Era Paulo. Um aquecimento no coração dela. Um conforto.
De repente tosses. Magali na frente não dava para ter certeza se era Cidinha. Aline se levanta e vê com um alivio doido sua prima tossindo. Tossindo muito. Mas viva. Cidinha estava viva e sã. Todos riem e chorando se abraçam. Luciano com seu sorriso alegre, aberto, olha para Aline. Ele não precisava dizer nada aquele olhar queria dizer tudo. Obrigado.

Cidinha se recuperando das toces olha para todos assustada.
- Deu certo?
- Deu. - Diz Luciano a beijando. Logo Cidinha vê sua mãe do lado de seu noivo. Ela pula nos braços da mãe. Sorrindo ela aponta para Luciano.
- Mãe. Esse é Luciano. Meu noivo.
Luciano não se importou com o "noivo" amava aquela mulher agora.
- Eu percebi. - Diz Adelaide rindo.
Magali cutuca Cidinha e fala:
- Cidinha. Foi sua prima que conseguiu salvar sua vida.
Cidinha se levanta e para diante de sua prima com a expressão mais alegre do mundo.
- Minha priminha. Muito obrigada.
Seria o fim de nossa historia aqui? Não.
Luciano se levanta do chão. E virando-se para todos no escritório. Um total de vinte pessoas e fala:
- Somos só nos nessa nave agora minha gente. Não sabemos como funciona. Não sabemos se ainda tem Etes nessa nave. Nem onde eles guardavam a comida. Acho que será muito difícil voltar para o planeta Terra. Isso se voltarmos. Então tentaremos ter uma convivência civilizada por aqui. Primeiramente teremos que nos preocupar em saber se estamos seguros. Depois se temos que nos preocupar com a comida. Mas vamos mostrar para esses Etes que podemos sobreviver sem sermos escravos.

E começa uma nova etapa dessa historia. A historia de Aline. Será que os passageiros dessa nave conseguiram voltar para a planeta Terra? Será que Aline conseguira refazer sua família nessa nave? Vejam nos próximos episódios.

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