Aline olha com raiva para os Etes em figuras de mulheres, homens, velhos, crianças. Ela com raiva se levanta e vai cima da jaula.
- Nos tirem daqui! Nos temos direito! Tem gente morrendo aqui!
Cidinha se levanta e segura o braço da prima com suas mãos congeladas. A Ete com aparência de mulher ruiva se vira para seria para Aline. E fala com sua voz fria.
- Nos já vamos partir. Falta pouco.
- Sua vagabunda! Partir para onde! Responda a minha pergunta!
Paulo vai até elas e tirando seu casaco coloca em volta de Aline.
- Calma Aline. Não vê que raiva não vai adiantar nada?
Aline suspirando firme vira-se mais calma para a ruiva.
- O que vocês querem? Me diga! Fala que tentaremos arrumar!
A mulher ruiva solta um sorriso maligno.
- O que nos queremos são suas vidas. Nada mais.
Aline assustada anda para trás. E começa a chorar. Um choro profundo. Caindo de joelhos na grama molhada.
- Nos vamos morrer Cidinha! Nos vamos morrer!
Cidinha abraça a prima.
- Não vamos. Não vamos! Vamos dar um jeito. Não é isso que você sempre fala? - A voz dela era tremida mas com o mesmo carinho de sempre. - Cadê minha prima forte? Cadê? - Diz Cidinha começando a chorar também. As duas chorando no chão despertam a agunia o medo e a tristeza de todos em volta. Até Paulo que parecia ser o mais forte solta uma lágrima que é limpada rapidamente.
Aline limpa o rosto sorrindo e fala para a prima.
- Vamos encarar essa juntas. Certo? Juntas! - E segurando a mão de Cidinha se levanta. Se levanta para ver com um certo alivio misturado medo finalmente os Etes saindo de suas posições e se aproximando cada um de uma grade.
Não importava mais o que iria acontecer. Aline estava preparada para tudo. Até para morte. Tinha aceitado que seu destino não estava mais em suas mãos.
O rosto da mulher com seus olhos castanhos frio e cabelos ruivos molhados se aproximando da jaula fala:
- Saiam um de cada vez. Se uma confusão acontecer todos serão exterminados. Inclusive eu.
Cidinha sai primeiro da jaula. A mulher ruiva pega cada um dos braços de Cidinha e do nada algemas saem das mãos da mulher e se fecham nos punhos de Cidinha.
- Siga com o D2020. - Diz a ruiva apontando para um senhor mais idoso, mas que não aparentava nada de cansaço. Cidinha olha para a prima e segue com ele. Ele começa a caminhar segurando as correntes de Cidinha para o meio da neblina escura.
Aline vai logo atrás e do mesma forma as algemas são presas em seus braços, da escuridão da neblina surge uma outra mulher mais moça, e com cabelos loiros. Aline segue com ela para desaparecer no meio da neblina também.

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