Um outro grupo comandado por Magali, uma viuva que perdeu o marido quando ainda estavam na terra, começou a investigar os livros e mapas que tinham nos escritorios e salas de comando. Aline estava nesse grupo. Eles pensavam de uma forma, que foi falado por Magali depois que eles voltaram do primeiro grande almoço ao escritorio.
- Eles descobriram como falar as nossas linguas aqui nessa nave. Nos também podemos aprender como falar a linguagem deles. E estudar uma forma de voltar para a terra.
O terceiro grupo, comandado por Paulo, um outro rapaz que tinha uma grande amizade por Aline, era para investigar cada espaço da nave. Eles conseguiram mapear toda a nave. Mesmo ela sendo enorme. Mas na terceira caminhada do grupo de sete pessoas. Paulo com cuidado examinava ao norte da nave. Caminhavam e marcavam com um canetão vermelho nas paredes brancas o territorio já examinado. Mas naquela noite ao abrir mais uma porta. Eles acharam uma sala diferente das outras. No escuro apenas parecia uma sala de uma casa.
- O que tem ai? - Diz Diogo. Um dos seis homens que estavam do lado de fora estranhando que Paulo não tinha fechado a porta rapidamente como fazia quando encontrava apenas mais um quarto comum.
Paulo engatilha a arma e liga a luz. Para a sua surpresa parecia uma sala comum de uma casa de família de clase média. Só que tinha uma diferença. Na parede, do lado de uma janela tipica, varias televisões. Deveria ter umas cem, vindo da ponta da parede até a ponta do chão. Paulo entra estranhando e apontando a arma para cada cando do comodo, verificando que não tinha Ete sobrevivente nenhum. Enquanto ele fazia isso Cristiane a unica mulher do grupo vai para frente da sala e pega um controle remoto na poltrona. O controle parecia como qualquer um. Mas os nomes nos botões do controle remoto era da lingua já conhecida mas não entendida Ela aperta o do meio. E a televisão do meio acende. Aparecendo a imagem de um deserto. Era o planeta Terra?
- O que é isso? - Pergunta Diogo se aproximando.
- É o deserto. Não está vendo? - Diz Roberval, um outro senhor mais velho.
- Não é não. - Diz Paulo olhando com tristeza a tempestade de areia passando e eles vendo a terrivel imagem de varios predios presos dentro da areia.
Cristiane aperta rapidamente todos os botões do controle remoto. Aparecendo em cada televisão uma imagem diferente. Cada televisão com uma imagem mais terrivel. Umas de desertos, outras de oceanos cobrindo predios, outros ruas devastadas. O planeta Terra tinha acabado. Para que iriam voltar para aquele lugar. Paulo olha para seus amigos. Já tinha se passado uma semana desde que tinham conseguido tomar a nave e destruir os Etes. E a unica esperança que eles tinham era de voltar para casa. Voltar para aquela casa destruida.
- Podemos deixar a esperança dos outros de voltar para casa ainda viva. - Diz Paulo com lagrimas nos olhos. - Ou preferem acabar com a esperança deles, como a nossa se acabou agora?
Todos saem da sala. E ela é traçada com um "X" enorme. Isso significava que a sala não era segura. Ao voltarem para a meio do povo com olhares mais tristes, Luciano percebeu.
- O que foi que ouve? - Diz Luciano preocupado.
- Nada. - Responde Paulo sentando no chão do refeitorio.
Luciano resolveu não perguntar mais.
Cada quarto agora passou a ter os moradores por família. Cidinha, Adelaide, Luciano moravam ne um quarto. Aline e Magali moravam em outro vizinho. Elas passaram a ser grandes amigas.
Aline sofria muito. Via a felicidade de sua prima com sua mãe, seu noivo e seu filho crescendo em sua barriga e ela sozinha. Era impossivel não sentir inveja. Cidinha passou a ficar cada vez mais distante de sua prima e tinha dias que elas nem se comunicavam. Isso deixava Aline mais arrasada.
Todos apesar do medo de nunca voltarem para casa, conseguiam ser felizes. Tinham uma vida comum. De manha iam para o trabalho. Almoçavam todos em conjunto. E voltavam para os devidos trabalhos. E de noite voltavam para seus quartos e suas famílias.
Aline as vezes preferia que tudo terminasse mais rapido. Ela parecia a unica que não conseguia refazer sua vida naquela nave. Todos já tinham começado namoros. Aline não conseguia refazer sua vida. Parecia que algo aguardava ela. Algo que não fosse a morte por nanissão.

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