sábado, 19 de junho de 2010

O plano de fuga.

Sua prima gravida tinha reencontrado o pai do filho dela. Isso dentro de uma nave de  extraterrestres. Isso graças a sua ajuda. Porque isso parecia ser tão ruim? Porque Aline tinha se apaixonado pelo cara que é pai do filho de sua prima.
Mas Luciano não pareceu gostar muito de ver a garota que ele ficou apenas por uma vez com uma barriga de cinco meses. Cidinha percebeu que ele não gostou. 
- Olha aqui... - Ele tinha até se esquecido do nome dela.- Me diga que isso não é o que estou pensando. 
Cidinha se aproxima com lagrimas nos olhos. 
- É o que você tá pensando sim. 
- Bem, esse é o menor de meus problemas agora. - Diz ele rindo para não chorar. Mas esfregando a mão no rosto preocupado sua feição sai do riso ironico para uma cara seria. - Quer dizer então que além de eu ter sido sequestrado por Etes, agora eu tenho um filho?
- Sim. - Diz Cidinha deixando lagrimas cair dos olhos.- Eu estou com medo e não sabia o que fazer.
Luciano fica com dó e percebe que não ia adiantar nada brigar. 
- Olha você sabe que pra mim não passou de uma noite.
- Eu sei. Pra mim também deveria ser... mas...- Cidinha abaixa a cabeça caindo num soluço de choro.
Luciano levanta a cabeça dela com as pontas dos dedos, fazendo ela olhar fundo em seu olho.
- Não divia ter acontecido. Mas aconteceu. E vou fazer tudo pra deixar você e esse bebê a salvo.
Por que aquela cena estava doendo tanto em Aline. Essa era cena que ela queria tanto ver nesses ultimos três dias. Mas agora...
- Como você pode falar isso. - Diz Cidinha rindo. - Estamos presos numa nave de Etes. 
- Eu vou tirar agente daqui! 
- Como? - Diz Aline falando pela primeira vez.
- Os Etes não esperam que alguém tente algo. Eles estão tão certos de suas forças. Podemos armar algo.
- Armar o que? - Pergunta Cidinha vendo o primeiro pingo de esperança a meio de tanta certeza da morte. 
- De manha cedo eles também te levam para fazer exames. Não é? 
- Sim. Exames horriveis. 
- Amanha de manha, tente ganhar o maximo de tempo com eles. Tente não sair de seu quarto.
- Ou Lu. Você não tem ideia de como é bom só ouvir isso.
Luciano fica chocado. Ela lembrava até de seu nome.
- E o seu nome é qual mesmo?
Cidinha engole a seco. Ele se quer lembrava de seu nome. Mas agora iria ser diferente.
- Aparecida. Mas todos me chamam de Cidinha. 
- Muito bem Cidinha. Amanha nessa mesma hora já estaremos longe daqui. 
Diz ele segurando nas mãos da Cidinha. E olhando para a barriga dela. 
- Já sabe se é menino ou menina? 
- Não deu tempo de saber. - Diz ela rindo. 
O almoço foi muito rapido. Mas um discanso. Um local onde podiam voltar a ser seres humanos e não bichos fugindo de caçadores. Somente para Aline é que não estava sendo um almoço tão facil. Mesmo tendo todo tipo de comida que podiam imaginar. Distrubida em um monte de vasilhas sobre uma mesa de trinta metros de comprimento. Cidinha do lado de Luciano não parava de sorrir. Todos a olhavam e pensavam: Como essa mulher numa nave de Etes pode estar tão feliz. A unica esperança de Aline era que eles ainda não tinham trocado caricias a mais, além dos toques das mãos. Nada determinava que eles estavam namorando. 
Aline tentava sorrir, fingindo alegria, mas seu desanimo não era notado por muitos. A não ser por Luciano. 
De repente um sinal tocou. Como de uma escola mesmo. E Luciano se levantou dizendo.
- Está na hora de voltarmos para a nosso quarto Aline. 
- Será que eu não posso ir com vocês?- Diz Cidinha preocupada.
- Não. Vamos seguir o plano Cidinha. Se não eles podem suspeitar. - Diz Luciano - Tchau. - Ele sai sem beijar Cidinha. O que para Aline representava esperança, para Cidinha foi tratado como friesa. 
Caminhando com Luciano pelo corredor Aline percebe que ninguém das milhares de pessoas do refeitorio não ia pelo aquele corredor. E imaginou que tamanho tinha aquela grande nave. Luciano a vendo pensativa pensa que era sobre algo que a deixou muito triste no refeitorio.
- O que foi que ouve? Não gostou de encontrar sua prima? 
Aline fingi um sorriso muito mau fingido.
- É claro que gostei.
- Não gostou. 
Aline tira o sorriso do rosto e inventa uma mentira.
- É que estou muito preocupada com o que vamos fazer. - Diz Aline parando de ante da porta do quarto junto a Luciano e fala: 
- Vai ser muito perigoso. 
- Vai ser muito perigoso se ficarmos aqui Aline. Juntos poderemos vence-los. Não se preocupe. Eu cuidarei de tudo. 
Ele entra no quarto branco novamente. E Aline também. Porque ela tinha que encontrar o homem perfeito nessa situação? 
Será que Aline, Luciano e Cidinha consiguiram fugir dessa terrivel nave? Será que consiguiram ter uma vida nessa terra pós- apocaliptica? Será que Aline vai lutar para ficar com Luciano? Ou vai deixar sua prima viver feliz para sempre com Luciano? Vejam nos proximos capitulos. 

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