Aline abre seus olhos. A luz branca tinha a-acordado. Ela estava naquele belo quarto branco ainda. O edredon fazia ela querer rolar para o lado e dormir mais. Mas a voz de Luciano faz ela lembrar que não estava em casa. Faz ela tinha sido sequestrada por Etes. E que ela estava numa nave espacionave esperando para ir para o planeta dos Etes e exercer a função de escrava pelo resto de sua existencia. Mas por enquanto ela estava apenas naquele quarto branco.
- Aline acorda! Anda logo garota!
Aline abre os olhos novamente e vê aqueles grandes olhos castanhos olhando para ela. Aquele homem que tinha acabado de conhecer agora representava toda a segurança, amisade e algo parecido com família que poderia ter por alguns dias ou alguns meses. Isso dependia quanto tempo os Etes iriam ficar na terra pós-Apocaliptica.
- Eles já vão chegar para te levar para os exames. - Luciano não estava com o olhar sem vergonha de sempre. Agora ele estava serio e com um toque de medo.
Aline se levanta assustada.
- Quanto tempo eu dormi.
- Eles deixarão você dormir por um dia inteiro. Mas eles disseram que hoje você vai fazer os exames.
Tinha algo de errado.
- Porque estou sentindo algo esquisito quando você fala na palavra exames.
Luciano se senta na cama do lado de Aline preocupado. E esfrega a cabeça bem preocupado e olha para ela.
- Bem. Os exames não são bem o que falei.
Aline fica preocupada e se levanta.
- Como assim?
- Eu não queria te apavorar fora do tempo. Achei que seria melhor. Os meus outros colegas de quarto me apavoraram muito antes de eu fazer o meu primeiro exame.
- Como é esses exames?- Diz Aline já apavorada.
- Cada dia é um diferente. Eles fazem textes.
- Textes? Que tipo de textes?
- Textes perigosos.
- Perigosos quanto?
- Você é a unica colega de quarto que eu tenho agora não é?
- O que aconteceu com os outros?
- Eu não sei! - Diz ele se levantando nervoso. Já arrependido de ter contado. - Eles não voltaram dos exames.
Aline apertando o cobertor como se aquilo fosse sua unica forma de se proteger do tão temido exame.
- E você nunca quis fugir daqui?
- Não dá para sair daqui está bem! Quem tentou teve uma morte terrivel!
Aline estava cada vez mais apavorada. De repente a porta se abre. E a imagem de alguém muito conhecido para Aline aparece. Era o policial que a tinha prendido junto de Cidinha e que tinha tido o cerebro estourado na sua frente a vinte quatro horas atrás.
- Você siga-me.
- Não. - Diz Aline pulando da cama apavorada e indo para o canto da parede. - O Ete da forma do policial se aproxima nervoso e a agarra Aline tirando uma seringa do bolço e aplicando nela que se debatia loucamente. Até cair desmaiada.
Aline abre os olhos. Agora em vez de estar numa cama quentinha. Ela sentia o frio do metal. Estava numa mesa de cirurgia. Ela não enchergava tudo embaçado. E chorando limpa os olhos. Mas não conseguia enchergar com a luz branca forte. Via apenas vultos. Não era um vulto humano. Era varios seres grandes e magros e altos. Não eram médicos. Mas o que mais assustava Aline era que ela não conseguia mover suas pernas. Ela não sentia nada da cintura para baixo. O terror começa a virar desespero:
- Me tirem daqui! - Diz ela chorando.
Os seres falavam em outra lingua. E por fim Aline desmaia de novo.
Aline acorda mais uma vez. Agora estava em um outro tipo de quarto. Não era no qual Luciano estava. Ela se levanta e olha para o outro homem em posição de segurança do lado da porta. Era o policial. Ele ao perceber que Aline acordou se aproxima e fala:
- Venha. Vou te levar ao seu quarto.
Aline se levanta da cama e encosta os pés no chão frio, com medo de não sentilos. Mas sentia. Estava tudo bem com ela. Como se nada tivesse acontecido. O policial abre a porta e aponta para Aline ir na frente. Aline sai pela porta e percebe que estava no mesmo corredor longo do qual tinha chegado. Seguindo o policial ela vai até uma das portas. Era seu quarto. Luciano a olha surpreso, seus olhos vermelhos dizia claramente que tinha chorado, seu cabelo bagunçado dizia que ele chorava de preocupação. Será que era por ela? Aline não aguentou. Ao ver daquele jeito aquele homem que tinha conhecido a tão pouco tempo mas que estava mais proximo dela do que nenhum homem jamais esteve. E chorando se joga no braços deles.
- Me desculpe! Me desculpe! - Dizia Luciano abraçando Aline.
- Foi horrivel!
Nos braços dele ela estava segura. Era assim que Aline se sentia. Ele se desvencilha dos braços dela e pega o rosto de Aline entre as mãos.
- Nos vamos sair daqui Aline eu prometo.
- Primeiro temos que achar minha prima. - Diz Aline decidida. - Depois poderemos sair daqui.
Aline agora tinha outra missão. Achar Cidinha, sair da nave e tentar sobreviver junto de Luciano num mundo pós-apocaliptico. Será que ela vai conseguir. Vejam nos proximos episodios.

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