
O avião estava com um cheiro sufocante. O estofado da poltrona era agoniante. Um tecido que parecia de cobertor velho. E para piorar tudo na frente de Alinne um garoto gordo tentava dormir. Tentava porque se mexendo daquele jeito nem um ser humano conseguia dormir. E para que dormir aquela hora? Devia ser umas onze horas. E o estômago já estava roncando, e a aeromoça não falou nada de almoço. Será que servem almoço? Será que vai demorar muito para chegar no Rio de Janeiro.
Aline olha para prima. Parecia tão calma e tranquila. De repente uma voz irritante da aeromoça aparece.
- Estaremos chegando no Rio de Janeiro em poucos minutos. Pedimos que fiquem em seus assentos e apertem o sinto.
Aline sorri para Cidinha, que ao ouvir isso perde sua tranquilidade e se mostra apreênsiva. Aline segura a mão da prima e logo sentem o avião pousar ao chão. Logo a aeromoça aparece e mostrando a porta de saida e falando.
- O vocês embarcaram no voô Rio/Pariz em poucos minutos. A bagagem vai direto para o outro voô.
Ouvindo isso Aline e Cidinha se levantam assustadas da poltrona.
-Não!
- Não o que? - Pergunta a aeromoça assustada em meio a multidão de passageiros saindo do avião.
- Precisamos de nossas malas! - Diz Cidinha já nervosa.
- Esse voô é um voô conjunto senhoritas.
- Não me interessa! Eu quero minhas malas!- Grita Cidinha.
- Calma prima. - Diz Aline segurando a prima. - Olha moça. Minha mãe ligou. E aconteceu algo. E teremos que ficar no Rio. E não podemos ficar aqui sem nossas malas.
- Me desculpe. Mas as malas já estão indo para o avião. - E a aeromoça aponta para o carrinho que parecia mais um trenzinho infantil. Levando milhares de malas para um outro avião. E em desespero as duas atropelando o povo que descia do voô calmamente. E correm para o motorista do carrinho.
-Moço! Moço!- Sai as duas loucas a gritar.
- Essas malas são nossas! - Grita Aline finalmente fazendo o moço que dirigia o carrinho parar.
- Todas? - Pergunta o homem assustado.
- É claro que não. - Diz irritada Cidinha
- São só três. - Fala Aline calma recuperando o fôlego.
- Garotas me desculpem mas eu não posso parar para olhar cada uma dessas malas.
- Não precisa. Nos olhamos. - Diz Aline já começando a olhar as malas. Mas o homem já irritado dece do carrinho para segurar Aline que já fussava em cada mala.
- Espere você não pode fazer isso! É ilegal!
Cidinha só via uma opção.
Com rapidez ela sobe no carinho e sai louca dirigindo o carrinho. Aline ao ver a prima fazendo uma maluquice dessa só vê outra opção para se livrar do homem. E com brutalidade dá uma joelhada no ponto fraco de todo homem e deixando o homem caído ao chão de dor corre e pula num dos vagõezinhos do carrinho.
O carro era mais potente que as duas imaginavam. E seguindo para a saída Cidinha se depara com vários seguranças tapando a porta de saída do aeroporto. Ela até tenta freiar. Só que era a primeira vez que estava dirigindo um carrinho de malas de um aeroporto. Os seguranças vendo que ela não ia parar se desviam do carrinho para não serem atropelados. E assim Cidinha roubando o carrinho das malas do aeroporto saem para as ruas do Rio de Janeiro.
O carrinho não era tão potente quanto os carros na rua. E em meio a uma grande Avenida cheia de rotatorias. Elas se vem em meio a businas de carros. Nisso tudo Aline ainda estava no terceiro vagãozinho até chegar no qual Cidinha estava. E quando Cidinha vai para olhar para trás para ver aonde estava a prima. Ela perde o controle. Entrando no meio de um parque. Fazendo o carrinho rolar por mata abaixo.
Por sorte as malas amaciam a queda das duas moças. E se levantando assustadas e ouvindo o barulho da policia elas apenas se levantam e escondem o carrinho de malas no meio de um arbusto.
O carro da policia atravessa a praça sem nem notarem Alinne e Cidinha, sujas, tremendo de medo, e com as varias malas.
Quando finalmente a policia se afasta elas se sentam em cima da mala de trás da moita aliviadas e cançadas.
- Eu não acredito que fizemos isso Aline.
- Eu sei. Nem eu. Roubamos o carrinho errado.
- O que? - Levanta Cidinha já olhando o carrinho embusca de suas malas.
- Eu ia falar isso pra você. Mas ai você pegou o carrinho e saiu louca.
- E agora Aline?
- Roupa é o que não vai nos faltar né?
- Eu não tó falando disso. Somos procuradas pela policia.
- Cidinha aqui no Rio quase todo mundo é procurado pela policia. Temos é que achar um hotel bem barato. Ligar para a sua mãe pedindo dinheiro e mudar o nosso visual.
- Ai Aline. O que eu faria sem você.
- Concerteza iria tomar coragem para contar para sua mãe que o Lu não aceitou se casar com você e estaria segura em sua casa comprando o enchoval para o seu bebê.
E assim nossas heroinas escolhendo as melhores roupas das varias malas. Pegam apenas duas malas e saem em busca de um hotel furreca no rio de janeiro.
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