Dormir do lado de sua filha. Sentir a respiração de um ser que confia em você mais que tudo. Saber que ela está ali do seu lado. E que ninguém pelo menos naquele momento pode estragar aquele momento. Saber que estam protegidos pelo silencio da noite, pelo escuro, e pelo sono. E adormercer com aquele sentimento. Com aquele corpinho fragil do seu lado. Que quer apenas sua proteção. Era esse o sentimento que Aline teve. E ao acordar, e ver aqueles lindos olhos grandes e com um belo sorriso no rosto era o paraiso. Aline sorri para sua filhinha.
- Você demorou para acordar! - Diz Abigail sorrindo para a nova mãe.
- Me desculpe. Demorei pegar no sono. - Diz Aline sorrindo.
- Vamos. - Diz Abigail pulando da cama ao chão.- Estou com fome.
- Meu Deus. - Diz Magali acordando na outra cama. - Essa menina já acordou?
- Vamos mamãe! - Aquilo era o bastante para conseguir levantar.
Aline se levanta. E Magali sorrindo fala:
- Como uma filha muda uma pessoa. Antes era um ano pra fazer essa mulher levantar da cama.
Abigail agitada abre a porta e dá de cara com Diogo.
- Bom dia meu amor.
A menina pula nos braços do pai adotivo. Diogo vai até Aline com um grande sorriso e beijando-a fala:
- Está tudo arrumado. Consegui um quarto só pra gente, com o Lu.
Aline beijando ele se vira para a Magali.
- Vou deixar a Magali sozinha. - Diz ela triste.
- Não se preocupe. Vou gostar de ter um quarto só pra mim. Vou traser o trabalho para casa. - Magali se levanta da cama e fala finalmente. - Mas acho que a pequena Abigail vai querer dormir aqui comigo essa noite. Não vai querida?
Abagail faz um beicinho de tristesa perguntando:
- Porque?
- Porque a mamãe e o papai precisam de uma noite sozinhos. - Magali olha com malicia com os dois. Aline respira fundo sem nem olhar para Diogo que apertava sua mão forte. Ela nunca tinha estado com um homem antes. Na verdade ela quase nunca tinha namorado. E seus pensamentos no namoro nunca tinha passado de beijos e amaços. Mesmo o primeiro namoro seu foi com doze anos e outro com quatorze. Mas agora ela era verdadeiramente uma esposa e tinha que cumprir com suas obrigações. Mesmo não sendo obrigação nenhuma dormir com aquele homem loiro dos olhos azuis. Mas dava muito medo.
- Em querida. Vai passar a noite aqui, só nos duas. Prometo que vamos fazer um monte de brincadeiras legais. - Diz Magali sorrindo para a menina. Abigail desmancha seu bico num sorriso demonstrando para o desespero de Aline que tinha aceitado a oferta.
- Viu? - Diz Magali sorrindo. - Hoje a noite e de vocês.
Diogo abraça Aline e a beija na bochecha. Ela sente que saber que a noite era só deles agradava muito mais a Diogo do que a ela. Mas o papo é abalado pela porta se abrindo. Era Paulo que ao ver os dois se abraçando fica claramente abalado. Mas fala olhando para baixo.
- O Lu quer falar com todo mundo na cantina.
Aline segura na mão da filha e caminha até a cantina seguindo Paulo pelo corredor. Diogo e Magali vão atrás preocupados. Sem duvida era algo a ver com a comida.
Ao chegar a cantina, as outras pessoas já estavam lá. Luciano estava em cima da mesa como sempre e para o pavor de todos a outra mesa que a certo tempo estava cheia de comida agora a comida só ia até a quinta parte da mesa.
- É isso mesmo que estão vendo minha gente. - Diz Luciano serio. - Essa é a comida que sobrou. Isso não dá para uma semana. Comemos como comiamos antes. Jantamos, almoçamos e lanchamos. Mas não tem como fazermos isso mais. Faremos apartir de agora uma refeição por dia. E a comida será regreda. Tinhamos muita comida, mas não para quinze pessoas.
Um pingo de lagrima cai da face de Aline. Estava chegando o fim. A qualquer momento.
O dia se passou como se alguém tivesse acabado de ser enterrado. E na verdade era sim. O nome dessa pessoa era esperança.
Mas não para Magali. Magali não comeu naquele dia. Passou o dia a vasculhar o segundo andar inteiro em busca das fitas. Mas chegou em lagrimas no quarto enquanto Aline arrumava a sua cama.
- Eu não encontro! Não há fitas! Não há esperança Aline! - Aline abraça Magali. Não havia mesmo esperança. Mas Aline tinha que aproveitar seus ultimos dias de alegria. Ela limpa as lagrimas e sorri.
- Então vamos aproveitar o pouco tempo que temos.
Aline sai do quarto de Magali e segue o corredor em direção ao quarto que Diogo tinha lhe falado de manha. Ela abre a porta. A cama era duas camas de solteiro juntas. A luz tinha sido enfraquecida pelo lençol contra a lampada. E Diogo estava sentado na cama, com seu belo sorriso a esperando.
Diogo se levanta vai até ela, segura sua mão, fecha a porta e a leva até a cama. Aline olha no olho dele. Ele era perfeito, seu coração batia forte. Aline poderia ser feliz do lado dele. Os poucos dias que lhe restava. Ela podia ser feliz agora. E não esperando um homem que não era seu.
Ela o beija sem falar nada. Lagrimas caem de seus olhos. Não queria morrer. Não queria que essa felicidade acabasse. Não queria.
No quarto de Magali, ela limpa as lagrimas e arruma a cama na qual Abigail iria dormir. Enquanto arrumava a cama. Magali pensava em como falhou. Falhou com cada pessoa que estava naquela nave. As lagrimas teimavam em cair. Quando a menina entra no quarto.
Magali limpando as lagrimas fala sorrindo:
- Nossa Abigail. Você me assustou.
- Eu sei porque você está chorando. - Diz Abigail com uma voz seria. Seria de mais pra uma criança. Magali estranha.
- Porque estou chorando Abigail? - Diz Magali se levantando da cama com medo.
- Eu sei aonde está os videos! - Fala Abigail se aproximando de Magali, Magali recua com medo.
- Aonde estão os videos Abigail? Como você sabe disso?
Abigail solta um sorriso maligno.
- Eu não sou quem vocês pensam que eu sou.
- Quem você é?
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