sábado, 3 de julho de 2010

A sala de video

O brilho da machadinha refletia a luz branca da sala quando Paulo a levantou no ar para dar o primeiro golpe no teto. O barulho foi maior do que pensavam.  Por um segundo todos pensaram que a nave iria explodir. Paulo parou assustado e olhou para todo mundo. Mas Luciano falou serio:
- Pode continuar Paulo.
Paulo deu outro golpe. E outro e mais outro. Até conseguir  um pequeno buraco. Ele para e olha pelo buraco.
- Tá dando pra ver alguma coisa Paulo? - Pergunta Magali inquieta.
- Não. Tá muito escuro.
- Então termina de arrebentar esse troço de uma vez menino! - Diz nervosa Adelaide.
Paulo pega o machadinho e com mais facilidade continua a arrebentar o teto. E quando eles conseguem abrir uma bom tamanho do buraco. Ele larga a machadinha no chão e sobe de uma vez em meio aos gritos.
- Não Paulo!
Mas Paulo já tinha subido. Todos que restaram na sala de baixo olham para cima esperando por alguma resposta. De repente a cabeça de Paulo aparece pelo buraco. Ele com seu sorriso calmo fala:
- Tem alguma lanterna ai?
Aline com rapides pega a que tinha no chão e entrega para ele. Ele segura a lanterna e Aline vai para subir também. Mas Luciano a segura pela cintura forsando ela ficar no chão.
- Ei. Onde pensa que vai?
- Me larga Luciano!
- É perigoso! - Aline olha para Luciano. Ele estava verdadeiramente preocupado com ela. As suas mãos fortes ainda em sua sintura. Seus olhos castanhos serios e decididos. Aline sente seu coração bater novamente por Luciano. Logo Luciano percebe o que estava acontecendo e solta sua mão da sintura de Aline. E abaixando o olhar constrangido fala voltando à ser o chefe.
- As mulheres ficaram aqui.Eu, o Diogo e o Paulo vamos.
- Nada disso! - Diz Magali seria. - Eu e a Aline também achamos isso. Temos o direito de ir.
Luciano esfrega o rosto preocupado e fala nervoso.
- Otimo. Vam. - E sobe pelo buraco.
Aline e Magali vam logo depois seguidas por Diogo que vira para, Adelaide, Cidinha e Sabrina falando:
- Não contem a ninguém.

Aline ao subir, vê apenas as escuridão. Logo seus olhos se acostumam, começando a ver vultos, que ela identificou ser de Paulo e Luciano que a ajudaram a subir. A lanterna iluminava as grades negras que percorriam todo corredor. Paulo na frente ia seguindo com a lanterna e com sua pistola a mão. Luciano preocupado visivelmente com as duas mulheres anda vagarosamente pelo chão também coberto por essa grades.
- Cuidado gente.- Fala Paulo iluminando um encruzilhada. Três caminhos a seguir. Ele escolhe a esquerda que era aonde os fios da televisão seguia.  O corredor era parecido com os do primeiro andar. A diferença era apenas que tudo estava escuro e abandonado. E as portas eram negras.
O silencio era enorme.  Os fios iam dar numa porta. Entrava por uma janela em cima da porta. Era ali. Ali que eles deveriam entrar.
Paulo com cuidado abre a porta. Ele olha pela pequena passagem que tem ali. Parecia ser exatamente outra sala de videos. Ele abre a porta, mostrando varias outras televisões. Uma poltrona virada para as televisões. E videos cassetes. Era aquilo que Magali queria. E ao velos ela sem noção corre até eles.
- São os videos! - De repente algo salta da cadeira e pula em seu braço. Ela grita de dor. Paulo vai para atirar no que quer que fosse o que estava mordendo Magali. Mas Aline empurra o braço de Paulo fazendo o tiro sair na parede.
- Não  Paulo! - Aline vai até Magali, e segura com força o que estava-a  mordendo. E segura contra a luz da lanterna. Era uma criança.

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